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Porto Novo: Director da escola secundária Progresso junta sua voz na defesa de pólo da Uni-CV em Santo Antão

 

Porto Novo, 17 Jul (Inforpress) – Santo Antão merece já ter um pólo da Universidade de Cabo Verde (Uni-CV) para que os jovens possam ter a oportunidade de frequentar o ensino superior da sua própria ilha, defendeu o director da escola secundária privada Progresso.

“O estabelecimento do Ensino Superior em Santo Antão, que está, perfeitamente, integrado na visão de uma nação inclusiva, justa e prospera e com oportunidades para todos, passa, necessariamente, pela criação de um pólo da Uni-CV nesta ilha”, sublinhou Elísio Rocha.

O responsável da escola secundária privada, sediada no Porto Novo, falava durante o acto de imposição de fitas aos finalistas, este fim-de-semana, e aproveitou para juntar a sua voz a dos estudantes, pais e autarcas que, insistentemente, têm estado reivindicar a criação de um pólo universitário em Santo Antão.

Para o director da escola Progresso, é necessária a adopção de “medidas de políticas passíveis de contribuir para a igualdade de oportunidades de acesso à educação e a formação” no país, “condição indispensável ao desenvolvimento integrado e harmonioso de Cabo Verde”, adiantou.

A criação de um pólo universitário é “uma reivindicação justa dos santantonenses”, segundo ainda Elísio Rocha, para quem Santo Antão enfrenta “graves problemas que decorrem das deficientes oportunidades de acesso à formação profissional e superior”.

Segundo este responsável, a ilha de Santo Antão precisa adoptar “uma estratégia de aquisição de conhecimento que reflicta a transformação do potencial da riqueza latente” nesta região, defendendo a oferta de cursos profissionalizantes e superiores em diferentes áreas potenciadores do desenvolvimento desta ilha.

Académicos têm estado, igualmente, a defender ensino superior para Santo Anão como forma de, além de proporcionar aos estudantes oportunidades de frequentarem cursos superiores na sua própria ilha, mas ainda de se pôr cobro ao “processo de desinvestimento” das famílias, obrigadas a gastar, por cada aluno, mais de 400 contos anuais, nas universidades no Mindelo e Cidade da Praia.

Segundo o presidente da Associação dos Municípios de Santo Antão, Orlando Delgado, a criação de um pólo universitário constitui “um dos principais desígnios” dos santantonenses.

O edil do Porto Novo, Aníbal Fonseca, que tem estado também a pedir, persistentemente, ensino superior para Santo Antão, considera que a ilha tem “todas as condições” em termos de infra-estruturas e meios humanos, para receber, já a partir do próximo ano lectivo, um pólo universitário.

Saliente-se ainda que o professor universitário, António Silva, radicado na Holanda, tem vindo a sensibilizar os municípios de Santo Antão para a criação de uma universidade agrícola, nesta ilha.

António Silva disse ter a parceria da Cooperação Holandesa na implementação do projecto e espera, provavelmente ainda em Agosto, promover uma mesa redonda em Santo Antão, para sensibilizar outros parceiros, designadamente municípios e Governo, na implementação dessa universidade.

JM/CP

Inforpress/Fim

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