Porto Novo/Bacias hidrográficas: Mobilização de água para agricultura vai ser uma das apostas – MAA

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Porto Novo, 25 Jul (Inforpress) – A mobilização de água será uma das apostas no âmbito da implementação dos projectos de reordenamento das bacias hidrográficas da Ribeira das Patas e Jorge Luís/Ribeira da Cruz, no Porto Novo, Santo Antão, a partir de Janeiro.

O delegado do MAA no Porto Novo, Joel Barros, informou que estão já definidas as acções prioritárias a ser implementadas, a partir de 2019, no quadro do reordenamento dessas bacias hidrográficas, que incluem, além de mobilização de água, também a construção de diques e correcção torrencial.

São projectos que, além dos recursos disponibilizados através do Orçamento do Estado (OE) em 2019, vão contar, igualmente, com o co-financiamento do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola, através do Poser (programa de promoção das actividades socio-económicas rurais), em execução em Santo Antão, desde 2014.

“Já discutimos com as associações de agricultores e com a câmara municipal as acções prioritárias para o próximo ano a nível de mobilização de água, correcção torrencial e construção de diques de captação”, avançou Joel Barros, adiantando que o propósito é criar as condições para que os agricultores possam desenvolver, da melhor forma, as suas actividades.

O presidente da Câmara Municipal do Porto Novo, Aníbal Fonseca, confirmou que o Poser vai ser um dos financiadores das acções previstas para o primeiro ano de implementação dos projectos de reordenamento das bacias hidrográficas da Ribeira das Patas e Jorge Luís/Ribeira da Cruz.

Nos primeiros dois anos de reordenamento das bacias hidrográficas em Santo Antão (incluindo Garça), os investimentos previstos podem rondar os três milhões de dólares (240 mil contos), de acordo com os estudos validados em Abril deste ano, financiados através do Fundo de Kuwait.

O reordenamento das bacias hidrográficas da Ribeira das Patas, Jorge Luís/Ribeira da Cruz (Porto Novo) e Garça (Ribeira Grande) exigirá, até 2035, financiamentos na ordem dos 44 milhões de dólares (mais de quatro milhões de contos), prevendo-se, numa primeira fase (2019/2020) investimentos de 240 mil contos, sobretudo na mobilização de água.

JM/CP

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