Cidade da Praia, 17 Fev (Inforpress) - O ministro da Presidência do Conselho de Ministros, Fernando Elísio Freire disse hoje que o relatório do índice de liberdade económica de 2016, da Haritage Foundation, divulgado na quinta-feira, 16, só veio a confirmar as análises apresentadas pelo Governo.

Segundo o documento citado pela Agência Lusa, Cabo Verde caiu 59 lugares no índice de liberdade económica de 2016 da Haritage Foundation, tendo o país descido da posição 57ª para a 116 ª da classificação, com 56,9 pontos ou menos 9,6 do que em 2016, foi o país da lusofonia que registou a maior queda.

O governante afirmou que enquanto estavam na oposição, sempre tinham dito que o ritmo em que a dívida pública estava a crescer ia colocar em causa o financiamento das empresas e a credibilidade de Cabo Verde enquanto país confiável e previsível em termos financeiros.

“Este relatório só veio a dar razão àquilo que sempre defendemos e reforça a convicção do Governo de que é preciso fazer uma profunda reforma nas finanças públicas, com muito rigor, e maior controlo do défice público e da dívida pública no sentido de permitir maior espaço às empresas e dar ao país maior capacidade e maior robustez na atração de investimentos”, esclareceu.

Para isso, sublinhou que para dinamizar da economia cabo-verdiana, o Governo terá de encontrar mecanismos alternativos de financiamento para as grandes, médias e microempresas, estancar o processo do défice público, continuar a trabalhar em termos de reformas fiscais, institucionais, reforçar a capacidade do país no sentido de atrair investimentos externos que garantam o crescimento sustentável.

De acordo com os dados divulgados na quinta-feira, o arquipélago beneficiou da manutenção da moderada estabilidade monetária e de uma relativamente elevada abertura de mercado que facilitou as trocas comerciais e investimento" externo, aponta o relatório, que também observa os benefícios para a economia de "um quadro jurídico sólido e transparente".

No entanto, "os pontos fortes institucionais de Cabo Verde, incluindo a independência judicial e transparência do Governo, não são acompanhados por um compromisso para uma boa gestão das finanças públicas".

"Com a dívida pública a atingir um nível igual ou superior a 100% do PIB, a redução do défice crónico precisa de ser a prioridade", acrescenta o relatório citado pela Lusa.

Entretanto de entre os países lusófonos Cabo Verde aparece em segundo lugar, atrás de Portugal que caiu 13 lugares e ficou na posição 77º lugar.  Em terceiro lugar ficou a Guiné-Bissau (119.º), seguido de São Tomé e Príncipe (124.º), Brasil Brasil (140.º), Moçambique (158.º), Angola (165.º) e Timor-Leste (173.º).

Atrás de Timor-Leste só estão a Guiné Equatorial (174.ª), Zimbabué (175.ª), Eritreia (176.ª), República do Congo (177.ª), Cuba (178.ª), Venezuela (179.ª) e Coreia do Norte (180.ª).

Nas primeiras posições ficam Hong Kong, Singapura e Nova Zelândia, à semelhança do ano passado.

O Índice de Liberdade Económica distribui os países por cinco secções: "livres" (80 a 100 pontos), "quase livres" (70 a 79,9), "moderadamente livres" (60 a 69,9), "maioritariamente não livres" (50 a 59,9) e "reprimidos" (40 a 49,9).

Para efeitos de estudo, que contemplou 186 economias, tendo sido excluído seis países do ranking por falta de dados, foram analisadas dez variáveis englobadas em quatro grupos designadamente Estado de Direito, dimensão do Governo, eficiência ao nível da regulação e criação de novos negócios.

AV/FP

Inforpress/Fim

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