Plano Nacional de Leitura é uma “estratégia nacional” para uma promoção “intensa e intencional” da leitura – ministro

Cidade da Praia, 17 Abr (Inforpress) – O ministro da Cultura e Indústrias Criativas esclareceu hoje que o Plano Nacional de Leitura não significa ter uma lista de livros para se ler, mas sim é uma “estratégia nacional” para uma promoção “intensa e intencional” da leitura.

Abraão Vicente, que fez estas considerações à margem da cerimónia da abertura da primeira conferência sobre o Plano Nacional de Leitura (PNL), que decorre na Cidade da Praia, deixou transparecer que o sistema educativo cabo-verdiano é o que mais poderá ganhar com esta iniciativa.

Confrontado com a ideia de que a materialização do PNL pressupõe o acesso aos livros, o que é difícil num país como Cabo Verde, o governante explicou que há uma estratégia do executivo no sentido de fazer com que as bibliografias cheguem às pessoas e lembrou que no ano passado, no quadro da “Morabeza-Festa do Literária, foram distribuídos cerca de 300 livros a cada município.

“Queremos que o PNL seja promotor da leitura como competência-chave inerente à condição humana e à cidadania”, indicou o ministro da Cultura e Indústrias Criativas, para quem este plano deve ser “amplo e inclusivo”.

Para Abraão Vicente, a meta do Governo não é só facilitar o acesso ao conhecimento, mas também aumentar o hábito de leitura no seio da população e melhorar as competências e os níveis de literacia dos cabo-verdianos.

O nosso objectivo, prosseguiu o governante, é chegar mais longe e integrar as comunidades, envolvendo os agentes comunitários.

No dizer do ministro, hoje, a leitura é um importante instrumento para combater as informações falsas, os preconceitos e a própria ignorância, além de trazer para a sociedade civil temas que são, de facto, necessários para o desenvolvimento de Cabo Verde.

Por sua vez, a conferencista Teresa Calçado defendeu que o problema não é só “saber ler e descodificar”, mas sim compreender e interpretar o que se lê.

Para tal, prosseguiu a comissária do Plano Nacional de Leitura de Portugal, é preciso “trabalho e resiliência”.

LC/CP

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