Pequim pede a Washington para que anule sanções comerciais e fala de agressão

Washington, 22 Mar (Inforpress) – Os dirigentes de Pequim pediram hoje ao Presidente norte-americano, Donald Trump, que abandonasse as ameaças de sanções comerciais, apenas algumas horas depois de este ter assinado “um documento que orienta a agressão económica da China”.

A posição chinesa foi divulgada através de um comunicado da embaixada da China nos EUA.

“Exortamos os EUA a anularem a sua decisão, a tomarem decisões prudentes e a não colocarem as relações comerciais com a China em perigo”, aconselha-se no texto.

Trump confirmou hoje a vontade de aplicar tarifas sobre as importações chinesas num valor anual até 60 mil milhões de dólares (48,7 mil milhões de euros), assegurando, porém, ao mesmo tempo, que encara a China como um país “amigo”.

Com esta medida, Trump visa alegadamente a concorrência desleal por parte de Pequim e restringir o roubo de propriedade intelectual norte-americana.

Apesar destas medidas, Donald Trump insistiu, durante numa intervenção feita a partir da Casa Branca, que a China é um país “amigo” e que tem “imenso respeito pelo Presidente Xi Jinping”.

Também enfatizou a sua excelente relação pessoal com o seu homólogo chinês.

Robert Lighthizer, o representante do governo de Donald Trump para os assuntos comerciais, terá agora 15 dias para publicar a lista dos produtos afectados por estas tarifas.

Segundo fontes da Casa Branca, as novas tarifas podem afectar cerca de 1.300 tipos de bens, de sapatos a roupa, passando por dispositivos tecnológicos de última geração.

Uma vez publicada esta lista, existirá um período de discussão pública de 30 dias, antes das tarifas entrarem em vigor, de acordo com a administração norte-americana.

Por outro lado, Trump dará um prazo de 60 dias ao Departamento do Tesouro norte-americano para decidir como restringir o investimento chinês nos Estados Unidos devido a práticas de “distorção do mercado”, segundo as palavras de Peter Navarro, assessor para a área do comércio do chefe de Estado norte-americano.

Os Estados Unidos planeiam ainda denunciar a China perante a Organização Mundial do Comércio (OMC) por alegadas práticas discriminatórias na atribuição de licenças tecnológicas.

Inforpress/Lusa

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