Paul: Governo admite que a protecção da cidade das Pombas constitui “um problema muito sério”

Porto Novo, 12 Abr (Inforpress) – A protecção da cidade das Pombas, sede do município do Paul, Santo Antão, está a tornar-se num “problema muito sério”, cuja resolução deve acontecer no quadro do projecto de requalificação da orla marítima dessa urge, anunciada em 2017.

Quem o admite é a própria ministra das Infraestruturas, Ordenamento do Território e Habitação, Eunice Silva, que informou que a protecção da encosta marítima da cidade das Pombas está a preocupar o Governo, problema que, avançou, está a condicionar a própria implementação das obras de requalificação desta urbe.

Os paulenses têm estado, insistentemente, a alertar para a necessidade de o Governo avançar com o projecto de protecção da cidade das Pombas, onde, devido à acção do mar, as habitações estão a correr riscos, devido à degradação do actual muro.

A deputada da Nação, eleita pelo círculo de Sano Antão, Vera Almeida, aproveitou o debate sobre a infraestruturação em Cabo Verde, que teve lugar, quarta-feira, no Parlamento, para alertar ao Governo para a situação que vive nessa urbe, pedindo brevidade na execução do projecto da orla marítima.

Segundo Eunice Silva, a protecção da cidade das Pombas é “um problema muito sério” que urge resolver antes de se avançar com as obras de requalificação urbana deste centro urbano.

A edilidade paulense diz ter a garantia do Governo de que o projecto de protecção da cidade das Pombas e da requalificação da orla marítima desta urbe começa a ser executado ainda em 2019.

Segundo a autarquia, trata-se de um projecto estimado em 120 mil contos, já com financiamento assegurado, que deverá ser implementado por fases, consistindo, além da protecção das casas, ainda na requalificação de toda a orla da cidade das Pombas.

Os paulenses, que dizem aguardar, há quatro anos, pelo projecto, lembram que, em 2015, o então Governo lançou as obras de construção de um novo muro de protecção da cidade das Pombas, estimadas nessa altura em 15 mil contos, que não chegaram a avançar.

JM/ZS

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