Passar do sistema portuário tradicional ao moderno é o maior desafio da ENAPOR – PCA

Espargos, 27 Mar (Inforpress) – O presidente do conselho de administração (PCA) da Enapor, Jorge Maurício asseverou hoje na ilha do Sal que o maior desafio que se coloca à empresa é passar do sistema portuário tradicional ao moderno.

Jorge Maurício fez essas considerações na cerimónia de abertura das primeiras jornadas portuárias que decorrem durante dois dias na ilha, sob o lema “Sistema Portuário: do tradicional ao moderno”, presidida pelo presidente da Câmara Municipal, Júlio Lopes.

Pretende-se com estas jornadas descentralizadas, donde participam todas as chefias da Enapor do país, debater questões de interesse para a empresa com vista à dinamização e modernização dos portos nacionais.

Assim, “O novo modelo de gestão da Enapor”, “Desenvolvimento de negócio e gestão das concessões”, “Implementação de contabilidade analítica”, “Janela única portuária”, “As obras do Porto da Palmeira no contexto de desenvolvimento turístico”, entre outros, são os objectos em debate neste evento mais de carácter técnico.

“De facto, passar do sistema portuário tradicional para o sistema moderno é o nosso grande desafio e isto exige um esforço colectivo, princípios de gestão definidos e exige, naturalmente, recursos não só financeiros como humanos com capacidade para desenvolver os projectos em curso, nomeadamente o projecto de logística e mercadoria, em todos os portos do país”, explicou.

Entretanto, ao fazer um pequeno balanço das actividades de 2016, o PCA da Enapor indica que se registou uma movimentação de 6957 navios, traduzindo-se num aumento, conforme disse, de 5,9%, um registo de 2 milhões e 78 toneladas, resultando num acréscimo de 6,9% e um assentamento de 903 mil passageiros, equivalente a um aumento de 3%.

“Isto demonstra o volume e a importância dos portos na economia nacional, o papel dos portos na circulação de pessoas e bens – quase que atingimos um milhão de passageiros em 2016 -. Isto representa, um recorde, o que mostra que as infra-estruturas portuárias devem estar ao serviço da população, dos utilizadores, clientes, do mercado e da economia, de uma forma geral”, sublinhou.

Quanto ao porto da Palmeira que, conforme disse, já recebeu uma primeira fase de investimentos, encontrando-se neste momento na segunda fase de construção e cuja conclusão se prevê para o próximo mês de Junho, Jorge Maurício disse que impõe agora traçar novos patamares e desafios para essa infraestrutura.

“O porto tem que estar inserido na economia e ao serviço da ilha, principalmente no que diz respeito ao turismo. E, esperamos que as novas infra-estruturas sejam benéficas, um condutor para a economia da ilha do Sal”, esfatizou.

SC/FP

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