Partido Popular critica governo pela situação por que passam os cabo-verdianos “devido as más decisões”

Cidade da Praia, 20 Mai (Inforpress) – O Partido Popular de Cabo Verde (PP) criticou hoje o Governo pela situação por que passam os cabo-verdianos devido aquilo que considera de “más decisões” e a “falta de respostas” do executivo eleito.

Em declarações à Inforpress, no final da reunião quinzenal, o vice-presidente do partido, Felisberto Semedo, informou que os populares abordaram temas da actualidade como a greve da segurança privada, o “esbanjamento de dinheiro” nos festivais, os transportes aéreos inter-ilhas e a seca.

Em relação à greve, considerou que a requisição civil do Governo revelou uma mostra de “poder” através da qual o executivo passou a mensagem de que “os trabalhadores cabo-verdianos não têm direito à greve”.

“Consideramos tratar-se de uma escravatura moderna tal atitude, pois, quando um segurança recebe 13 a 15 mil escudos mensais, a empresa arrecada 45 a 50 mil escudos. Isso é lamentável e em nada dignifica a luta por um salário melhor”, disse.

Quanto ao plano de mitigação da seca e do mau ano agrícola, o partido continua a reclamar que o programa não está a atingir os seus objectivos, referindo-se à situação de secura em que se encontra a barragem de Poilão e os problemas por que passam os agricultores, sabendo que o país conseguiu a nível internacional cerca de 10 milhões de euros para fazer face ao problema.

Perante a situação, o PP recomenda a realização de uma manutenção da barragem enquanto está seca, justificando que se houver chuva a limpeza do local será difícil já que a barragem está cheia de lixo.

Por seu turno, Guilhermina Araújo, também dirigente do PP, avançou que o partido critica a posição do Governo e dos poderes locais face ao “esbanjamento do dinheiro público”, mormente em festivais, perante a situação por que passa o arquipélago face a seca.

Fez questão de realçar que o seu partido não é contra festas, mas sim a maneira como vem sendo realizadas, quando este dinheiro poderia servir para se concretizar projectos em sectores como a saúde, a educação e a agricultura.

“O mais grave, no nosso entender, é o espetáculo dos CVMA, uma associação privada e com fim lucrativo, onde o Governo depositou cinco mil contos do Fundo do Turismo para financiar o espectáculo”, asseverou.

Por outro lado, Guilhermina Araújo questionou a atitude da Binter em “não querer transportar doentes” para ilhas onde existe um hospital central para receber tratamento, pedindo responsabilização, e acusa o Governo do “tal desmando”.

Os populares congratularam-se, no entanto, com a atitude do presidente da Assembleia Nacional, Jorge Santos, que na semana passada pediu “medidas urgentes” de salvamento do gado na ilha do Maio para evitar “uma catástrofe” provocada pela seca que o país está a enfrentar.

PC/CP

Inforpress/Fim