Parlamento: MpD enaltece “grau de confiança” no Governo no período antes da ordem do dia

Cidade da Praia, 22 Jul (Inforpress) – O Movimento para a Democracia (MpD- poder) enalteceu hoje em declaração política, o “grau de confiança” dos cabo-verdianos no Governo e no primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, não obstante o ano de seca.

A declaração foi feita no período antes da Ordem do Dia pelo deputado Emanuel Barbosa   que, falando em nome do grupo parlamentar do MpD, regozijou-se pelo facto de “nove em cada dez cabo-verdianos acreditarem que o próximo ano será melhor.”

Uma atitude que, a seu ver, encoraja sobremaneira os decisores políticos.

“Com esta positividade creio que estão criadas as condições para que o país continue a ter este interessante caminho que se tem traduzido em ganhos de governação concretos, cujos os resultados palpáveis estão á vista de todos”, enalteceu Barbosa.

Para o deputado do MpD está-se de facto efetivando os compromissos assumidos na campanha eleitoral “com o Governo a poupar-se nas palavras e a ser desmedido no fazer.”

A seu ver o Governo tem colocado foco nas pessoas, mostrando que tem consciência dos problemas que as afligem e das expectativas que exibem.

Mas lembrou que está focado, sobretudo, nas soluções e conta com o engajamento de cada um para ultrapassar as dificuldades, vencer os desafios e colocar o país no patamar do desenvolvimento que merece estar.

Conforme o deputado eleito pelo círculo da Europa, desde 20 de Março de 2016 o país conheceu avanços e registos, o que fazem os cabo-verdianos acreditar e almejar mais.

Neste particular citou como exemplo a consolidação orçamental, confirmada pela FMI e pelo Grupo de Apoio à Apoio Orçamental(GAO) que, segundo recordou, estimaram que o défice orçamental diminuiu três por cento em 2017 e que a dívida pública diminuiu 125,6% do PIB, assinalando a primeira queda em dez anos.

O deputado afirmou, também, que a economia do país está a recuperar de uma “prolongada desaceleração” porque se verifica “um efectivo aumento da actividade económica” e porque “a procura interna também cresceu com o aumento do crédito para a economia”.

A isso, prosseguiu, junta-se ainda os dados recentes da INE que confirmam que em 2016 a taxa de crescimento económico foi de 4,7 por cento. Ou seja, quatro vezes mais do que se vinha verificando com o PAICV no poder, sublinhou.

“Isto demostra que o país tem possibilidade de crescer mais e que a taxa de 7 por cento continua como meta plausível e exequível para o fim desta legislatura e que era preciso interromper com as políticas económicas erradas que o PAICV seguiu durante 15 anos”, enfatizou.

Emanuel Barbosa reforçou ainda que a nova lei do Tribunal de Contas, aprovada, em Dezembro 2017 veio também “alargar as bases de fiscalização desse tribunal e reforçar a transparência na gestão do Governo”.

CD/FP

Inforpress /Fim