Parlamento: Interpretações desencontradas do regimento na sessão de perguntas ao Governo

Cidade da Praia, 10 Out (Inforpress) – Interpretações desencontradas do novo Regimento da Assembleia Nacional, na sessão de perguntas ao Governo, esta tarde, no Parlamento, foi nota de realce no dia em que a Casa Parlamentar inicia a aplicação do novo documento orientador dos trabalhos.

A sequência de apresentação das perguntas ao governo foi um desses momentos em que o presidente da Assembleia, Jorge Santos, teve de “abrir parêntesis” para interpretar o regimento e o seu entendimento de que cada deputado devia apresentar, uma a uma, todas as suas perguntas, foi suportado por alguns deputados do PAICV, Felisberto Vieira e Júlio Correia, enquanto líder da bancada do MpD, Rui Figueiredo Soares, tinha entendimento diverso.

Não foi necessário recorrer à votação mas os trabalhos prosseguiram seguindo a interpretação dada por Rui Figueiredo Soares que defendeu que cada deputado devia apresentar apenas uma questão de cada vez, fazendo-se a alternância e voltando, outra vez, aos deputados que tivessem outras perguntas a colocar ao membro do Governo, no caso, a ministra das Infra-estruturas, Eunice Silva.

Num outro momento, Rui Semedo e Rui Figueiredo Soares coincidiram na interpretação e os trabalhos prosseguiram segundo esse entendimento.

“Estamos todos a aprender (a utilizar este novo regimento)”, ouviu-se de todas as bancadas e da própria Mesa, já que hoje foi o “dia-teste” do novo regimento da Assembleia Nacional.

A responder esteve a ministra das Infra-estruturas, Ordenamento do Território e Habitação que anunciou o arranque de obras em várias ilhas e falou de outras que já estão em curso mas outros há que estão em “pipeline”.

Outros compromissos anteriormente assumidos não permitiram, segundo Rui Figueiredo Soares, que a bancada do MpD aceitasse a proposta apresentada pela líder do PAICV, Janira Hopffer Almada, no sentido do alargamento do horário de funcionamento da Assembleia, até às 18:00, para que o ministro que tutela o sector dos Transportes pudesse responder às perguntas dos deputados.

HF/JMV

Inforpress/Fim