Paludismo: Cabo Verde registou este ano dois casos autóctones e quatro importados – responsável

Cidade da Praia, 25 Abr (Inforpress) – O coordenador do Programa Nacional de Luta contra o Paludismo, António Moreira, revelou que, em 2018, o país registou seis casos de paludismo, sendo dois autóctones e quatro importados, todos na Cidade da Praia.

Em declarações à Inforpress no âmbito do Dia Mundial de Luta contra o Paludismo, que se assinala esta quinta-feira, 25, sob o lema “Pronto para derrotar o paludismo”, o responsável lembrou que o país está numa fase de pré-eliminação do paludismo, já que Cabo Verde almeja não ter casos locais até 2020.

“Durante este ano, registamos seis casos, mas somente no mês de Janeiro, sendo dois locais na Cidade da Praia e quatro importados”, disse António Moreira, garantindo que de Janeiro a esta parte o país não registou nenhum caso, sublinhando que nesta fase de pré-eliminação da doença, que o objectivo é trabalhar sobretudo com a população no sentido de prevenção.

Para isso, o responsável considerou que é necessário um “Djunta mó” (jantar as mãos) de todos, ou seja, diferentes ministérios, as câmaras municipais, principalmente nos municípios onde há histórico de muitos casos, concretamente na Cidade da Praia, na ilha de Santiago, e em João Galego, na Boa Vista.

Segundo o coordenador do Programa Nacional de Luta contra o Paludismo, o Ministério da Saúde vai iniciar, no mês de Maio, uma campanha de pulverização, porque mesmo não tendo mosquito é aconselhável, assim como tem feito um “vigilância activa e de proximidade” nos aeroportos.

“Temos reforçado as actividades em relação ao que tínhamos feito anteriormente, com mais agentes na comunidade, mais formações, mais pulverização e agentes no terreno, sobretudo nas zonas onde há criadores de mosquitos, por exemplo, na Várzea/Gamboa, na Cidade da Praia, como forma de evitar a proliferação de mosquitos”, contou.

Em relação ao lema deste ano, “Pronto para derrotar o paludismo”, António Moreira esclareceu que a mensagem é que todos já conhecem a doença e as autoridades tem “todas as armas” para o combater e derrotar, porque é uma doença curável e com um “grande potencial preventivo”.

O objectivo do Dia Mundial de Luta contra o Paludismo tem como propósito destacar os avanços realizados e reflectir a visão de um mundo sem paludismo, conforme o estabelecido na “Estratégia técnica mundial contra o paludismo- 2016-2030”, e comprometer com a continuidade das intervenções e medidas para acelerar os progressos contra esta doença.

Para assinalar a data, o Ministério da Saúde, através do Programa Nacional de Luta contra o Paludismo (PNLP), o Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP), a Delegacia de Saúde da Praia e a CCS-SIDA, realiza uma feira de saúde na comunidade da Várzea, com o objectivo de sensibilizar a população sobre os perigos do paludismo, incentivando os métodos preventivos da doença, que decorre nesta quinta-feira das 09:00 às 13:00.

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