Paludismo: Até 26 de Outubro arquipélago tinha já registado 404 casos com dois óbitos pelo meio – autoridades

 

Cidade da Praia, 27 Out (Inforpress) – Cabo Verde registou já este ano um total de 404 casos de paludismo sendo 386 autóctones e 18 importados resultando em dois óbitos, soube hoje a Inforpress junto do Serviço de Vigilância e Respostas às Epidemias da Direcção Nacional de Saúde (SVRE).

Segundo a directora do referido serviço, Maria de Lurdes Monteiro, que observou que os dados se referem aos registos efectuados até quinta-feira, 26, o concelho da Praia teve o maior número de casos, contabilizando 384, com a seguinte distribuição pelos bairros com maior número de casos: Várzea 59 casos, Achada Santo António 31, Achadinha 28, Paiol 20, Calabaceira 16 e Plateau 15.

A esse grupo de bairros juntam-se ainda vários outros bairros com uma baixa densidade de casos registados totalizando num bloco de 225 casos.

Do total dos casos importados, 8 foram registados na Praia, sete em São Vicente, um em Santa Catarina (Santiago), um no Sal e um no Porto Novo (Santo Antão), sendo que os dois óbitos ocorreram um na Praia e o outro em São Vicente.

O pico de números de casos notificados nesta semana aconteceu nos dias 24 com 12 casos, dia 25 com 14, e 26 e 27 com 8 casos respectivamente.

Em termos de retrospectiva constata-se que no ano 2012 o país até o mês de Julho teve zero casos de paludismo, zero casos em 2013, quatro casos em 2014, zero casos em 2015 e um caso em 2016.

Entretanto, para fazer face a este “surto” que eclodiu “inesperadamente” este ano, uma equipa multissectorial de luta anti-vectorial liderada pelo ministro da Saúde e da Segurança Social, tem estado a visitar alguns bairros da Cidade da Praia para se inteirar do estado actual das zonas com maior concentração de focos de contaminação.

Nesse lapso de tempo as autoridades cabo-verdianas têm estado a intensificar a luta contra os mosquitos, com pulverização espacial dentro e fora das casas e com campanhas de sensibilização voltadas para a população.

Cabo Verde que já foi distinguido pela Aliança de Líderes Africanos contra a Malária (ALMA) com o prémio Excelência 2017, pelos resultados alcançados no combate à doença, é tido como um país que está na fase de pré-eliminação de paludismo ou malária, prevendo-se a sua eliminação de transmissão regional até 2020.

PC/FP

Inforpress/Fim