PAICV estranha o facto de o Governo não socializar a proposta do OE para 2018 com o sector privado

 

Cidade da Praia, 23 Nov (Inforpress) –  O deputado do PAICV, José Maria da Veiga, disse hoje em declarações à imprensa, na Cidade Praia, que o seu partido estranha o facto de o Governo não ter socializado a proposta do Orçamento de Estado (OE) para 2018 com o sector privado.

Segundo o parlamentar, esta preocupação foi manifestada pelos representantes da Câmara de Comércio de Sotavento (CCS) durante um encontro solicitado pelo PAICV no intuito de auscultar as expectativas do sector privado em relação à proposta do OE para 2018.

“As propostas do Orçamento de Estado sempre foram socializadas com o sector privado. Por isso, questionamos porque é que desta vez o Governo está a esconder a proposta do OE para 2018 do sector privado?”, disse José Maria da Veiga.

De acordo com este deputado, durante a reunião com a CCS foi abordado também a questão das linhas de créditos para o financiamento do sector privado.

A esse propósito, José Maria da Veiga disse a preocupação do seu partido tem a ver “com ineficácia de alguns pronunciamentos e anúncios feitos pelo Governo” em relação às linhas de créditos.

Conforme explicou, a linha de crédito de 500 milhões de euros de uma instituição financeira internacional anunciado pelo Governo e que ainda está em negociações para contratualização, não vai servir o tecido empresarial cabo-verdiano, que neste momento conta com 98 por cento de micro, pequenas e médias empresas.

“Esta linha de crédito não vai servir o nosso tecido empresarial porque beneficiará apenas as grandes empresas que são apenas 2% “, afirmou o deputado aos jornalistas, indicando que “as restrições que são colocadas para o acesso a essa linha de crédito, sobretudo a nível dos montantes, normalmente ultrapassam os cinco milhões de euros”, para se começar a negociação.

“Portanto, as nossas empresas não têm capacidade para aceder essa linha de crédito. O Governo teria que repensar uma linha de crédito para o perfil do nosso sector privado”, precisou o deputado.

JL/FP

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