Organização e participantes acreditam que a sexta edição do AME vai deixar “grandes marcas”

Cidade da Praia, 17 Abr (Inforpress) – A organização da sexta edição do Atlantic Music Expo e alguns dos artistas nacionais que vão participar nos “showcases” e conferências estão expectantes de que está edição vai ser marcante e contribuirá para o crescimento da economia local.

No primeiro dia deste intercâmbio cultural transatlântico, que reúne na Cidade da Praia, durante três dias, mais de 30 jornalistas de diferentes órgãos de comunicação social de vários países, mais de 400 delegados, prevendo-se ainda a actuação de mais de 200 músicos, a Inforpress registou algumas opiniões por parte dos participantes e da organização.

O certame é organizado pela primeira vez pelo sector privado, isto é, pela Associação Cabo Verde Cultural, constituído por 10 produtores nacionais, tem um orçamento reduzido em 50 por cento, ou seja, foi produzido com apenas 16 mil contos, mas contou com o patrocínio do Governo através do Fundo do Turismo.

Apesar das limitações financeiras a organização deu continuidade com o mesmo formato da inicial da programação incluindo conferências, showcases, one to one, meetings, daycases, e a realização da feira na Praça Alexandre Albuquerque.

Em declarações à imprensa, a directora de relações internacionais do Atlantic Music Expo, Elodie da Silva, disse que este ano a expectativa é “muito maior” do que nos anos anteriores, porquanto, estão a receber novas delegações, como é o caso da China, do Canada e da Coreia.

A organização, segundo afirmou, quer expandir este evento pelo mundo, fazendo com que os artistas nacionais e o país sejam conhecidos no mundo inteiro e não só a nível do Atlântico.

Para os artistas Ga da Lomba e Remna Schwarz, é uma “sorte e um privilégio” fazer parte deste encontro de profissionais da música., que para além de trazer benefícios para eles vai contribuir para o crescimento económico do país.

“O AME é de extrema importância tanto para o mercado de Cabo Verde, como para o mercado estrangeiro. É um encontro de muitos produtores, e é uma forma de sabermos como profissionalizar mais o nosso trabalho, dar um passo além e saber como fazer contactos e intercâmbios”, disse o artista Ga da Lomba.

“A única forma de sobrevivência do artista é a exportação da sua arte para fora, agora quando temos uma plataforma deste tipo, com produtores e artistas do mundo inteiro, acho que é mais que especial. É primordial para cada um de nós estar nesse intercâmbio e partilhar experiência” afirmou, por sua vez, o artista Remna Schwarz.

O primeiro dia do AME iniciou com um workhsop sobre “América: como entrar no continente? Canada, Estados Unidos da América, América Latina, quais são as especificações? Como entrar neste mercado e como conseguir uma digressão neste imenso continente?” e HIP HOP: como construir uma marca e negócios como artista independente”.

Está previsto ainda para hoje o desfile na Avenida Amílcar Cabral com o grupo Marcha de Alfama e daycases com Marco Oliveira e Djocy Santos.

À noite, a rua pedonal, no Platô, transforma-se num palco para receber a grande mostra de música com Temporizadores de Mostruário, Rosa Mestre, Mamadou Sulabanku, Ilam, Josimar Gonalves, Jupiter & Ojkwess.

AM/FP

Inforpress/Fim