ONG Madinter Cabo Verde defende criação de uma agência nacional para dar mais dignidade aos voluntários

Cidade da Praia, 22 Set (Inforpress) – A ONG Madinter Cabo Verde quer mais dignidade para os voluntários cabo-verdianos e defende a criação de uma agência nacional de voluntariado, para melhor valorizar aqueles que de forma espontânea decidem trabalhar em prol de outrem.

A ideia foi defendida hoje pelo fundador e presidente da ONG Madinter, António Tavares, na sequência de uma reflexão pública realizada, na tarde deste sábado, na Praça Alexandre Albuquerque, na Cidade da Praia, sobre o voluntariado em Cabo Verde.

“Nós propomos a criação de uma organização de voluntariado e maior dignidade aos voluntários. As Nações Unidas falam de uma agência nacional de voluntariado, porque as Nações Unidas têm uma agência internacional. Nós entendemos que as Nações Unidas deviam ajudar o Estado a criar uma espécie de ecossistema favorável que permite que políticas de voluntariado fosse algo organizado”, explicou.

António Tavares sublinhou que um voluntário também tem as suas necessidades e as suas aspirações, pelo que entende que o mesmo devia ser mais valorizado e também ajudado de alguma forma.

“Estamos a fazer essa reflexão para fazer as pessoas entenderem que ‘saco vazio não fica em pé’. O voluntário é aquele que dá a sua energia, o seu saber fazer, a sua experiência em prol de outrem, mas para dar, ele tem de ter algo. Portanto, é preciso que as instituições que recebem o trabalho voluntariado lembrem-se que os voluntários fazem um percurso da sua residência até ao local de trabalho, que sentem fome e precisam de um momento, de um lanche, entre outras coisas”, salientou.

“E não é preciso que a pessoa peça. Os gestores das entidades acolhedoras dos serviços voluntários devem colocar na pela dessa pessoa voluntária e lembrar também que ela tem aspiração e objectivo de vida e tentar ajudar-lhe”, disse António Tavares.

Madinter (Madiba Internacional – uma homenagem à Nelson Mandela) – é uma organização que surge em 2012 e segundo seu fundador tem como objectivo a protecçao psicossocial, jurídico e administrativo às comunidades migrantes e nacionais mais vulneráveis.

Está em Cabo Verde desde 2014, onde criou o projecto “SOS Família em precariedade”, que consiste na criação de conexão entre as famílias vulneráveis e a Administração Pública.

MJB/JMV

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