OMS capita representantes da África lusófona para avaliação do Regulamento Sanitário Internacional

Cidade da Praia, 23 Ago (Inforpress) – Representantes dos Ministérios de Saúde dos países africanos de Língua Portuguesa estão reunidos, na Cidade da Praia, num workshop sobre a avaliação externa conjunta, no quadro da monitorização e avaliação do Regulamento Sanitário Internacional (RSI).

O evento é promovido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que, enquanto coordenador, quer, juntamente com os parceiros, expandir o conhecimento sobre o processo de avaliação do RSI e ajudar os países a desenvolver as suas capacidades para um melhor contributo à segurança sanitária global.

Segundo o representante da OMS em Cabo Verde, Mariano Salazar Castellón, por meio do RSI os países, (todos os membros da OMS) concordaram em desenvolver as suas capacidades para detectar, avaliar e relatar eventos de saúde pública.

De entre outros aspectos, o RSI inclui medidas específicas em portos, aeroportos e fronteira para limitar a propagação de riscos de saúde para os países vizinhos e para evitar injustificadas restrições de viagens e de comércio.

“É uma ferramenta voluntária colaborativa e multissectorial para avaliar a capacidade dos países em prevenir, detectar e responder rapidamente aos riscos para a saúde pública, processo quer de origem natural ou provocado deliberadamente ou de forma acidental”, explicou.

O RSI, segundo Mariano Salazar Castellón, possui 19 áreas técnicas organizadas, visando a prevenção e redução da probabilidade de surtos e outros riscos de eventos de saúde publica, detecção de sinais de eventos, precoces de saúde e resposta multissectorial rápida e eficaz, incluído mobilização internacional.

Para o representante da OMS, esse workshop vai permitir aos Estados membros avançar efectivamente com a implementação da avaliação das capacidades básicas do RSI, usando a ferramenta de avaliação externa conjunta.

Desde o seu lançamento, em Fevereiro de 2016, 37 países da África já passaram por missões de avaliação externa conjunta, com a mobilização de especialistas externos.

Em Cabo Verde, o RSI já faz parte do ordenamento jurídico do país, precisando, entretanto, de ser regulamentado.

Para já, o representante da OMS destaca os compromissos do país na implementação desse regulamento, tendo em vista um importante contributo para a saúde mundial e para a protecção da saúde pública dos cabo-verdianos.

“Cabo Verde tem dado passos importantes e este atelier vai criar mais capacidades para fazer uma avaliação interna da implementação do RSI. Uma missão deverá vir para Cabo Verde para uma avaliação externa e a partir dessa avaliação o país vai preparar um plano para reforçar a implementação”, indicou.

O Workshop tem a duração de dois dias e está a ser facilitado por uma equipa de especialistas da OMS.

MJB/JMV

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