Olinda Beja ensina público infanto-juvenil a ter gosto pela literatura através do “Okás”

 

Cidade da Praia, 30 Out (Inforpress) – A escritora de São Tomé e Príncipe Olinda Beja fez hoje na Morabeza – Festa do Livro uma participação especial numa sessão denominada “Escrever como quem planta Okás” dedicado a um público infanto-juvenil.

No evento, em que participaram crianças da 4ª classe do Centro Educativo Miraflores, a escritora defendeu a necessidade de se passar testemunhos para que “as coisas permaneçam para além de nós” e para que os jovens saibam “quem somos e o que fizemos”.

“O Okás é uma das maiores árvores da nossa floresta em São Tomé e Príncipe e, por isso, devemos tê-lo como exemplo na conservação da nossa cultura, pois, ela é tão forte que ninguém a consegue derrubar”, disse.

Olinda Beja, que defende uma “maior aproximação” entre Cabo Verde e São Tomé e Príncipe, vai buscar na literatura a união que aproxima os dois países “pela riqueza cultural e pela língua” que partilham.

Durante a sessão, Olinda Beja, através de diálogo, deu a conhecer as ilhas do cacau e do café, fazendo as crianças envolverem-se na conversa e a conhecer um pouco da sua obra literária “À Sombra do Oká”, de “leitura obrigatória” no Plano Nacional de Leitura Lusófona.

“É para mim motivo de júbilo pois durante 10 anos o mundo da Lusofonia poderá desfrutar desta maravilhosa sombra de uma árvore frondosa que está majestosamente exposta na estrada cidade/capital-Guadalupe”, sublinhou.

Olinda Beja, poetisa, escritora e narradora de São Tomé e Príncipe, nasceu em Guadalupe, São Tomé e Príncipe em 1946, porque ele está no seu coração.

Licenciada em Línguas e Literaturas Modernas (Português/Francês) pela Universidade do Porto, Olinda Beja é docente do Ensino Secundário desde 1976, ensina, também, a Língua e Cultura Portuguesa na Suíça, é assessora cultural da Embaixada de São Tomé e Príncipe e dinamizadora cultural.

Fazem parte das suas publicações, “Leve, Leve” no ano 1993”; “15 Dias de Regresso”, no ano 1994; “A Pedra de Villa Nova”, no ano 1999; “Pingos de Chuva”, 2000; “Água Crioula”, 2002; “Pé-de-Perfume”, no ano 2004; “Aromas de Cajamanga”, 2009; e “O Cruzeiro do Sul”, 2011.

Foi vencedora em 2013 do prémio literário Francisco José Tenreiro premio este atribuído a obra “A Sombra do Oká” e em 2015 o livro da sua autoria “Um Grão de Café” entrou para o Plano Nacional de Leitura de Portugal.

Olinda Beja participa na I edição de “Morabeza-Festa do Livro” que decorre até dia 05 de Novembro, e envolve cerca de 40 escritores e artistas de África, Ásia e Europa, numa iniciativa do Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas.

PC

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