Nuclear/Irão: Rússia está “profundamente despontada” com as sanções dos EUA

Moscovo, 07 Ago (Inforpress) – A Rússia afirmou hoje que está “profundamente despontada” com o restabelecimento das sanções dos Estados Unidos contra o Irão, garantindo que “fará o que for preciso” para salvar o acordo nuclear iraniano que Washington pretende “minar”.

“Estamos profundamente decepcionados com a decisão dos Estados Unidos de restabelecer as suas sanções contra o Irão”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores russo num comunicado citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).

As sanções “visam subverter a aplicação do Plano de Acção Conjunta, sobre a energia nuclear do Irão, que Washington denunciou unilateralmente a 08 de Maio”, referiu.

A diplomacia russa assegurou que Moscovo “fará tudo o que for necessário” para proteger o acordo e os seus laços económicos com o Irão, acrescentando que “confirma (o seu) apoio” a este acordo negociado há muito tempo.

“Este é um exemplo claro de que Washington continua a violar a Resolução 2231 do Conselho de Segurança das Nações Unidas (sobre o plano de ação conjunto) e a lei internacional”, acusou.

A diplomacia russa salientou que a comunidade internacional “não deve aceitar que conquistas importantes da diplomacia multilateral sejam sacrificadas pelas ambições dos EUA de estabelecer metas com o Irão”.

“Como demonstra a experiência de muitos anos, obter concessões do Irão por meio de pressões não funciona”, frisou Moscovo.

O Governo norte-americano restabeleceu hoje severas sanções económicas contra o Irão e contra todas as empresas que tenham negócios no país, após Donald Trump ter anunciado, em 08 de Maio, que os Estados Unidos abandonavam o acordo nuclear assinado em 2015 entre o país asiático e o grupo 5+1 (os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança – Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido – e a Alemanha).

A primeira vaga de sanções dos EUA visa transações financeiras e a importações de matérias-primas, incluindo também “medidas penalizadoras” nas compras do setor automóvel e na aviação comercial, segundo informa a AFP.

De acordo com a agência de notícias AFP, será seguido, a 05 de Novembro, por uma segunda série de medidas que afetarão o sector de petróleo e gás, vital para o Irão, assim como o Banco Central.

Inforpress/Lusa

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