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Negociações com a direcção da TACV têm sido “extremamente difíceis” e “complicadas” – SITTHUR

Cidade da Praia, 27 Jul (Inforpress) – O Sindicato dos Transportes, Telecomunicações Hotelaria e Turismo (SITTHUR) revelou hoje que as negociações com a direcção da TACV têm sido “extremamente difíceis” e “complicadas” e que a empresa “não está a cumprir” com os compromissos assumidos.

A revelação foi feita pelo secretário permanente do SITTHUR, Carlos Lopes, hoje, na cidade da Praia, momentos antes de presidir à reunião da direcção do sindicato, que vai analisar e debater o processo de privatização da transportadora aérea nacional, privatização dos serviços portuários e a situação laboral no país.

O sindicalista disse que apesar das negociações terem sido “extramente difíceis”, o SITTHUR tem insistido sobretudo com a administração da empresa de que a melhor solução para ambas as partes deve ser feita através de negociações e acordos.

Carlos Lopes avançou ainda que das três propostas de negociações, nomeadamente o programa de pré-reforma, o programa de negociação de rescisão por mútuo acordo e o processo de transferência dos trabalhadores de vários sectores da empresa para a ilha do Sal, apenas o primeiro foi concretizado.

Assegurou que em relação ao processo de mútuo acordo e de transferência para a ilha do Sal há questões pendentes e que ainda não foram resolvidas.

O secretário permanente explicou que um dos pendentes está relacionado com a assinatura de um protocolo entre a Direcção Geral do Tesouro, Instituto Nacional de Previdência Social (INPS) e a TACV, de modo a dar garantias ao pagamento das pensões de reforma futuras dos trabalhadores do processo de pré-reforma.

“Se a TACV vai passar pela mão dos privados, então é necessário que haja garantias do pagamento das pensões no futuro”, precisou o sindicalista que assegurou que essa medida foi um dos compromissos assumidos pela empresa durante o processo de negociação, mas que até à data ainda não foi concretizada.

Adiantou que até ao momento, mais de uma centena de trabalhadores já chegaram a um acordo com a empresa, mas sublinhou que existem ainda muitos funcionários, como tripulantes de cabine, pilotos e pessoal de terra à espera de negociar a rescisão dos respectivos contratos.

Na ocasião, Carlos Lopes considerou que a situação laboral em Cabo Verde “não é das melhores”, e defendeu que é necessário repor o poder de compra dos cabo-verdianos, fazer a actualização salarial e a revisão do código laboral.

AV/ZS

Inforpress/Fim