Museu de Arqueologia promove exposição para sensibilizar crianças sobre a importância do património arqueológico

Cidades da Praia, 30 Ago (Inforpress) – Cerca de 50 crianças participaram hoje num “Open Day”, promovido pelo Museu de Arqueologia, na Cidade da Praia, para demonstrar a importância do património arqueológico de Cabo Verde.

Trata-se de uma vitrina temporária de exposição denominada  “Uma questão de escala”, e que se enquadra no âmbito da segunda fase do projecto de arqueologia subaquática, CONCHA, que está em Cabo Verde até finais do mês de Agosto.

Esta exposição, a par da mostra da diversidade de espécies animais que se encontram no oceano, também traz vestígios (ossos) de animais normalmente transportados vivos a bordo das embarcações, que provavelmente são resultantes de naufrágios ocorridos na Cidade Velha.

Em declarações à Inforpress, a animadora da exposição e investigadora da Universidade Nova de Lisboa (Portugal), Ana Rita Martins, esclareceu que a iniciativa visa sensibilizar o público infanto-juvenil para a importância do património arqueológico natural e subaquático de Cabo Verde.

Adiantou que esse projecto pretende trazer ferramentas e abordagens sobre o modo de valorizar e conhecer esse património, tendo as novas gerações como público-alvo, e com a intenção de ter uma “nova sociedade, mais crítica e com vontade” de proteger o seu património.

“A intenção aqui é transmitir alguns valores e noções básicas de arqueologia e demonstrar que os vestígios têm um valor científico e patrimonial como qualquer outro objecto, porque conta uma história em particular”, explicou a investigadora.

Essas mensagens foram passadas às crianças através de exposições interactivas, com observação de vitrinas temporárias de colecção de ossos e exercícios para colorir e identificar os animais, como forma de consolidar os conhecimentos transmitidos ao longo do “Open Day”.

O projecto CONCHA, que já vai na sua segunda fase, explica as diferentes formas pelas quais as cidades portuárias se desenvolveram em torno do Atlântico, no final do século XV e início do século XVI, em relação aos diferentes ambientes ecológicos e económicos globais, regionais e locais.

Para além de organizar oficinas académicas e publicações, o projecto pretende educar, envolvendo o público em pesquisas históricas, com uma série de conferências e exposições, e auxiliando as instituições públicas no desenvolvimento da conservação do património e do turismo.

Cabo Verde integra o projecto CONCHA, através do Instituto do Património Cultural (IPC), juntamente com a Universidade Pablo de Olavide, Old Dominion University, Observatório do Mar dos Açores, (OMA) – Trinity College Dublin Global, Associação para as Ciências do Mar, Universidade do Norte Mar, Ambiente e Pesca Artesanal, Universidade Federal de Sergipe e Eveha International.

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