Moçambique está no caminho certo para conseguir paz duradoura – EUA

 

Maputo, 25 Abr (Inforpress) – O embaixador dos Estados Unidos da América em Moçambique, Dean Pittman, afirmou hoje que Moçambique está no caminho certo para conseguir paz duradoura.

“Tenho muita esperança. Acho que o país já está no caminho certo para conseguir paz duradoura. Um país com paz pode atrair investimento de maneira mais segura”, referiu, questionado pelos jornalistas.

Dean Pittman falava em Maputo à margem de um encontro de dirigentes e técnicos africanos da área do gás natural.

“Tenho muita confiança que os actos do Presidente [Filipe] Nyusi e do líder da Renamo estão a meter o país no bom caminho para conseguir ter paz duradoura, paz que o povo moçambicano e o mundo inteiro quer”, acrescentou.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, e Afonso Dhlakama, líder da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), principal partido da oposição, têm mantido negociações telefónicas que estão bem encaminhadas para se alcançar um acordo de paz, segundo declarações de ambos nas últimas semanas.

A garantia de paz é um fator importante para Moçambique recuperar a confiança dos investidores, a par do esclarecimento das dívidas ocultas do Estado, cuja auditoria deve apresentar resultados até final da semana.

Dean Pittman referiu hoje aos jornalistas que aguarda pelos resultados.

“Temos que esperar para ver os resultados dessa auditoria”, a cargo da empresa Kroll, referiu.

“Essa empresa é muito respeitada” e o diplomata acredita na qualidade da auditoria.

“A questão é depois: o que vão fazer com essa informação, como vai mudar as práticas ou melhorar a situação para evitar este tipo de coisas no futuro”, questionou.

A descoberta das chamadas dívidas ocultas levou o grupo dos países que mais apoia o Orçamento do Estado moçambicano e as instituições financeiras internacionais a suspenderem a ajuda ao país.

A Procuradoria-Geral da República contratou a filial britânica da firma norte-americana Kroll para realizar uma auditoria internacional à dívida pública, após exigência dos doadores e das instituições financeiras internacionais, para a restauração da ajuda financeira.

Lusa/Inforpress/fim