Ministros da Cultura da CPLP reúnem-se em Abril para discutir mobilidade de bens culturais

Cidade da Praia, 18 Mar (Inforpress) – O ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Filipe Tavares, anunciou hoje que os ministros da Cultura da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) vão reunir-se em Abril para discutir mobilidade de bens culturais no seio da organização.

O governante falava aos jornalistas à saída de um encontro com o presidente em exercício da CPLP, Jorge Carlos Fonseca, em que também estiveram presentes o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, o embaixador de Cabo Verde em Portugal, Eurico Monteiro, e o Conselheiro de Embaixada António Pedro Alves , que é também coordenador CPLP do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Comunidade.

Segundo o porta-voz da reunião, Luís Filipe Tavares, para além da reunião com os titulares da pasta da Cultura em Abril, deve vai acontecer também um encontro dos ministros da Administração Interna e em Julho a cidade do Mindelo acolhe uma reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros, que é o conselho de ministros da CPLP.

Conforme a mesma fonte, a presidência cabo-verdiana da CPLP tem trabalhado num roteiro, com a realização de reuniões técnicas “com muita frequência”, o que o faz acreditar que durante o mandato de Cabo Verde terá “novidades”

“Estamos a trabalhar bem, vamos continuar a trabalhar com a mesma força, com a mesma determinação, na certeza de que Cabo Verde estará a dar um grande contributo para que a CPLP seja uma instituição cada vez mais forte, mais conhecida e, sobretudo, uma instituição menos dos Estados e mais dos povos”, sustentou Luís Filipe Tavares.

Tudo isso, frisou, para que se possa permitir que haja mais mobilidade no seio dos países membros da CPLP. Mas, explicou que se trata de uma questão que está a ser tratada “com muita responsabilidade”, tendo em conta a legislação de cada país e a relação que cada país tem com outros grupos, como por exemplo a de Cabo verde com a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), a de Portugal na União Europeia, e a de Angola na Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC).

No entanto, “apesar de reconhecer que cada país vai até aonde pode”, Luís Filipe Tavares garantiu que “tem havido uma grande boa vontade de todos os países” da comunidade com a questão da mobilidade e que as negociações têm decorrido de forma “aberta e descomplexada”.

CD/JMV

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