Ministros da Agricultura e das Finanças defendem combate à informalidade no sector agrícola

 

Cidade da Praia, 26 Set (Inforpress) – Os ministros da Agricultura e Ambiente, Gilberto Silva, e das Finanças, Olavo Correia, defenderam hoje, na Cidade da Praia, o combate à informalidade no sector agrícola, a “principal actividade económica” em Cabo Verde.

A ideia foi defendida durante a cerimónia de apresentação pública dos resultados do 5º Recenseamento Geral da Agricultura 2015, que contou com as presenças, também, do representante da FAO em Cabo Verde, Rémi Nono Womdim, e do representante do Banco Africano para o Desenvolvimento (BAD), Vincent Ngendakumana.

“Temos que ter uma agenda específica para a formalização da economia agrária e já estamos trabalhando nisso” defendeu o ministro Gilberto Silva que explicou que a informalidade é resultado da não organização dos próprios agricultores, lembrando que os dados hoje apresentados mostram que é uma actividade essencialmente familiar.

Entretanto, tendo em conta o número de pessoas que emprega, o governante sustentou que a agricultura constitui a principal actividade económica em Cabo Verde, mas que o “maior desafio” tem a ver com o rendimento, porque “não basta” empregar um número considerável de pessoas, mas que é fundamental que traga rendimentos para as famílias e contribua, de forma substancial, para a redução da pobreza.

Gilberto Silva sublinhou que o Estado tem um papel importante neste processo e que as estatísticas são fundamentais para tomadas de decisões, uma opinião partilhada pelo ministro das Finanças, Olavo Correia.

Para ele, é preciso que o “Estado se envolva” para que seja possível o país ter um sistema estatístico “capaz e moderno”, para quem decida possa fazê-lo com base em informações viáveis e consistentes.

“A agricultura não pode ser vista como uma parente pobre”, disse Olavo Correia, notando que 35% da população nacional “vive no campo e do campo”, por isso defendeu que é preciso fazer da agricultura um sector “competitivo e inovador”, assim como é preciso criar um quadro empresarial ao nível do sector.

“Temos também que combater a informalidade do sector agrícola, avançar para a formalização, criar incentivos para aqueles que estão na informalidade”, declarou, advogando que é essencial uma agenda específica para a formalização da economia que ocupe especificamente o sector agrícola.

O 5º Recenseamento Geral da Agricultura permitiu obter as informações que espelham a realidade do sector, ver a sua dinâmica e constituir um fundamento sólido que sirva de base de amostra para as operações estatísticas a serem realizadas no futuro e ter todas as condições para implementar um sistema permanente de recolha e produção de estatísticas agropecuárias.

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