Ministro espera que “grosso de investimentos” nos aeroportos em 2019 seja de parcerias público-privadas

Cidade da Praia, 06 Dez(Inforpress) – O ministro do Turismo e Transportes e ministro da Economia Marítima, José da Silva Gonçalves, afirmou hoje que o Governo espera que “o grosso dos investimentos” nos aeroportos em 2019 provirão de parcerias publico-privadas.

O governante respondia a um questionamento do deputado do PAICV, José Maria Veiga, durante a audição na Comissão Especializada de Economia, Ambiente e Ordenamento do Território, que se reuniu para analisar o Orçamento de Estado(OE) de 2019 a ser votado em especialidade neste mês de Dezembro.

Segundo José da Silva Gonçalves, o OE não prevê grandes investimentos na plataforma aérea porque o Executivo “está a contar criar condições” para permitir que o privado resolva o problema dos aeroportos.

“A Empresa Nacional de Aeroportos e Segurança Aérea (ASA) faz os investimentos a nível das estruturas, mas estamos a contar já para 2019 ter o estudo, que está em curso neste momento, de valoração de negócio com vista à uma concessão privada para a exploração dos aeroportos”, reagiu o ministro, para quem a parceria público-privada é que realmente vai ser o grosso do investimento e melhoria dos aeroportos em Cabo Verde.

O governante destacou, igualmente, que estão inscritas no Orçamento de Estado 2019 verbas para a construção do porto do Maio, a iluminação das pistas dos aeroportos de São Nicolau, Boa Vista e Fogo, uma pequena verba para a montagem da Zona Económica Especial para a Economia Marítima, um pacote para a 1ª fase do Terminal de Cruzeiros e investimentos na Empresa Nacional de Administração Nacional dos Portos(Enapor).

José Gonçalves também garantiu que em 2019, a ASA tem no seu plano a aquisição de um Sistema de Aterragem por Instrumentos (ILS – Instrument Landing System) para o aeroporto de São Vicente, visto que o Sistema Global de Navegação por Satélite (GNSS), que foi colocado, “não se mostrou uma solução adequada”.

A mesma fonte lembrou ainda que as operações aéreas e os mínimos de segurança são certificados, mas cada companhia aérea opera de acordo com os seus próprios mínimos.

“A TAP (Transportes Aéreos Portugueses) utiliza uma margem de rigor muito maior de quase três mil metros para aterrar, a Icelandair, nas mesmas, condições aterra com dois mil metros”, exemplificou.

O ILS funciona em sinais de rádios que são recebidos, processados e apresentados nos instrumentos de bordo. Mas para além do tempo, exige e investimentos avultados como a aquisição dos equipamentos e formação dos pilotos.

CD/JMV

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