Ministra das Infra-estruturas evita avançar data para reposição da normalidade na estrada norte do Fogo

Cidade da Praia, 29 Mar (Inforpress) –  A ministra das Infra-estruturas, Eunice Silva admitiu hoje ser “impossível” avançar uma data concreta para a reposição da normalidade na circulação na estrada que liga São Filipe a Mosteiros, via norte.

“É mesmo impossível marcarmos uma data, porque não temos o controlo sobre o talude que está lá em cima e vamos tirando-o com os cuidados necessários para evitar que haja problemas”, precisou.

A governante fez estas considerações ao responder às perguntas dos deputados reunidos em sessão plenária.

Neste momento, segundo apurou a Inforpress, o acesso está aberto apenas a viaturas ligeiras, enquanto as pesadas, para chegarem a Mosteiros têm que fazê-lo via Cova Figueira, no município de Santa Catarina.

Relativamente a 43 quartos para os deslocados de Chã das Caldeiras, que segundo a deputada Eva Ortet, foram “prometidos pelo Governo do MpD (Movimento para a Democracia-poder)” deixou transparecer que não serão construídos.

“Os 43 quartos não estavam no contrato e nós cumprimos o contrato”, esclareceu a ministra, referindo-se ao acordo assinado entre a empresa responsável pela reparação das casas destinadas aos desalojados de Chã das Caldeiras e o Governo anterior.

Segundo a responsável da pasta das Infra-estruturas, Habitação e Ordenamento do Território,  “os 43 quartos solicitados não tinham sido previstos, aquando da negociação do contrato”, explicando que quando se assinou o contrato, “não se levou em conta o agregado familiar de cada família”.

De acordo com Eunice Silva, apesar disso o actual Governo pediu ao empreiteiro uma proposta para a construção de mais um quarto em cada uma das 43 residências, mas chegou-se à conclusão que não era possível “agravar em mais 500 contos cada moradia”.

“A reparação de cada moradia ficou por três mil contos, por ajuste directo que o Governo (anterior) fez”, concluiu.

Quanto aos novos assentamentos, adiantou que foi feito um levantamento liderado pela Direcção-Geral da Solidariedade Social, a fim de se ver a situação dos desalojados, tendo sido apuradas 46 famílias em “situação de necessidade”.

De acordo com a governante, a equipa negociou e, na sequência disso, acordou-se que os assentamentos seriam em Cabeça Fundão.

“Desencadeámos o processo de elaboração do projecto, concertadamente com o grupo, lançámos o concurso e onze pequenos empreiteiros foram seleccionados para executarem as obras” assegurou, lembrando que nas vésperas do arranque da construção das moradias surgiu uma manifestação, o que levou à suspensão dos trabalhos para a “renegociação do acordo sobre os novos assentamentos”,

LC/FP

Inforpress/Fim