Ministério da Cultura promove conversa aberta sobre o teatro em Santiago e seus desafios

Cidade da Praia, 19 Jun (Inforpress) – O Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas, através da Direcção-geral das Artes, realizou esta terça-feira uma conversa aberta sobre o tema “Teatro em Santiago – que desafios”, no Palácio da Cultura Ildo Lobo.

Segundo o director-geral das Artes, Adilson Gomes, o evento teve como propósito chamar os grupos de teatro para fornecer subsídios e opiniões pertinentes para que possam dar “mais dinâmica” ao teatro na ilha de Santiago.

“Queremos discutir o teatro, porque à semelhança do que acontece nas outras ilhas, principalmente em  São Vicente, onde o teatro tem uma outra expressão, o teatro tem as suas raízes também aqui na ilha de Santiago”, concretizou o director-geral das Artes.

Adilson Gomes disse acreditar que, apesar de o teatro ter uma maior expressividade em São Vicente, as artes cénicas farão o seu percurso próprio na ilha de Santiago, mas defendeu que é preciso acelerar esse crescimento.

É com esta perspectiva que, segundo Gomes, o Ministério da Cultura está a desenvolver  uma política para estimular o crescimento  do teatro e de outras áreas  através da formação, apoios e incentivos.

Tudo isso, segundo apontou, para que o teatro cabo-verdiano tenha a sua própria identidade e para que cada ilha tenha o seu “saber fazer”.

O director artístico da companhia teatral Fladu Fla, Sabino Baessa, por seu lado,  disse, em representação dos grupos participantes, que através desta conversa aberta os fazedores do teatro estarão a contribuir para elevar a produção e divulgação das artes cénicas em Cabo Verde.

“O nosso objectivo é criar condições para que o teatro ganhe um lugar na mesa da representação da cultura cabo-verdiana”, concretizou a mesma fonte, que salientou que neste momento Santiago tem “a literatura, a música e a dança”, que  se encontram a fazer o seu percurso, mas que o teatro ainda é visto como “o parente pobre” do bloco das modalidades artísticas de Cabo Verde.

Por isso, Baessa afirmou que é preciso convencer os dirigentes culturais sobre a importância do papel que o teatro tem no processo de desenvolvimento sociocultural da sociedade, bem como no incremento que o teatro dá no processo de civilização das comunidades.

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