Maio/Ano lectivo: Governo diz que vai incidir na redução das desigualdades dando oportunidade para todos

 

Porto Inglês, 18 Set (Inforpress) – A ministra de Educação disse hoje, na ilha do Maio, que o Governo vai incidir na redução das desigualdades sociais e na inclusão, com vista a garantir a oportunidade para todos.

Maritza Rosabal fez essas considerações ao presidir naquele concelho do País, ao acto de abertura oficial do ano lectivo que se inicia esta segunda-feira em todo o território nacional, tendo anunciado que os desafios para este ano são “grandes”, tendo em vista a implementação de várias mudanças que se pretende para este sector.

“Esta mudança inicia desde do pré-escolar e a implementação deste projecto implica várias mudanças não são só a nível do desenvolvimento curricular propriamente dito ou mudança de metodologia, mas que também passa sobretudo pela gestão das práticas pedagógicas da gestão de todo o processo e do próprio funcionamento da rede escolar”, frisou.

De acordo com a ministra, este ano vai ser introduzido novo programa no ensino básico, e para tal é preciso familiarizar os alunos com a língua oficial de ensino, entre outros actos de convivência.

No mesmo sentido, apontou que neste ano vão ser introduzidas mudanças na disciplina de matemática, actividades científicas que é uma área nova, bem como na disciplina de educação artística e cultural e também em ciências integradas.

A ministra de Educação garantiu ainda que, este ano vai ser introduzido a língua Inglesa e Francesa no segundo ciclo do ensino básico, ou seja, no 5º e 6º ano, e apontou também como novidade a introdução da disciplina de físico-química no 7º ano de escolaridade e a eliminação do pagamento de propina, que na sua opinião vai implicar um esforço financeiro por parte do Governo.

“A introdução do Mandarim só é feita em alguns concelhos e, como uma língua opcional, portanto temos imensos desafios que também passam pela capacitação dos docentes e desta vez não centrado na qualificação académica propriamente dita, como era até agora, mas sim centrado na sala de aula e no sistema de ensino aprendizagem”, notou.

Em relação à logística e novos manuais, a ministra da Educação disse que algumas questões ainda estão pendentes em termos dos novos manuais, mas que pouco-a-pouco vão ser introduzidos no mercado, tendo em conta que muitos se encontram na gráfica e que brevemente vão ser colocados em todas as delegações do Ministério da Educação, por forma a serem vendidos a um preço acessível.

A luta contra o abandono escolar e redução da taxa de reprovação, na opinião da ministra de Educação vão ser também um dos grandes desafios para este ano lectivo que decorre sob o lema “educação um compromisso com o presente e com o futuro”.

Entretanto, ao ser questionado o porquê da escolha da ilha do Maio para abertura do ano lectivo, a ministra da Educação disse que isso deve-se ao facto de a ilha ter vindo a ser um pouco esquecida e com pouca visibilidade a nível nacional, mas que possui todas as condições para se desenvolver em todos os níveis.

WN/FP

Inforpress/Fim