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Maio: Pescadores dizem-se “angustiados” com a continua apanha de isco dentro da baía do Porto Inglês

 

Porto Inglês, 12 Fev (Inforpress) – Os pescadores na ilha do Maio dizem-se angustiados com a continua apanha de isco dentro da baía do Porto Inglês pelas embarcações provenientes de outras ilhas e questionam para quando um posicionamento por parte das autoridades a esse respeito.

Em declarações à Inforpress, o representante da associação dos pescadores “Vindos do Sul”, Anastácio Mendes, indicou que a situação é “lamentável”, porque devido a esta situação já não conseguem o isco para pesca, visto que as embarcações vindas de fora fazem essa captura dentro da baía, para depois comercializar tanto na ilha como na Cidade da Praia.

“Sabemos que a apanha de isco só é permitida a três mil milhas longe da costa, mas no dia-a-dia estamos a ver isso constantemente e sem que as autoridades locais tomem alguma iniciativa”, apontou o porta-voz dos pescadores da ilha.

Segundo Anastácio Mendes, os pescadores tinham ficado “esperançosos” de que a situação iria mudar quando assistiram recentemente a cerimónia de entrega de uma embarcação de patrulha à Esquadra da Polícia local, mas infelizmente a mesma continua amarada no cais e sem combustível.

Por isso, Mendes aproveitou a ocasião para questionar ao ministro da Administração Interna para quando o desbloqueio da verba para o funcionamento da referida embarcação, em vista a pôr cobro à situação de apanha do isco.

“As embarcações, principalmente as proveniente de São Nicolau, Calhau e outras localidades    já não respeitam ninguém. Ainda na sexta-feira passada uma delas capturou uma boa quantidade de chicharro que venderam depois mesmo aqui no antigo cais e até diziam em ainda tom desafiador que na ilha não existem autoridades para os deter”, frisou.

Perante esta situação de total “impunidade” e com largos prejuízos para os pescadores locais, Anastácio Mendes disse vão remeter, proximamente, uma queixa directamente à Capitania dos Portos, expondo esta situação, visto que isto tem vindo a arrastar desde há muito tempo.

A mesma posição é defendida pelo pescador Olegário Varela que questiona também o porquê da entrega da embarcação de patrulha à Polícia Nacional se as condições do seu funcionamento ainda não estavam criadas.

Olegário Varela disse que os pescadores da ilha estão a sofrer com esta situação que consideram ser “humilhante”, porquanto, os tripulantes das referidas embarcações afirmam “que vão continuar a apanhar o isco nessa baía porque na ilha não existe justiça”.

Varela aproveitou a ocasião para denunciar ainda o facto de os pescadores estarem a enfrentar grandes dificuldades em receber de retorno os sete escudos que lhe são cobrados no âmbito da “taxa do fundo de estrada”.

Conforme frisou, a delegação dos Correios de Cabo Verde na ilha já não está a receber os referentes à compra de combustível pelos pescadores, alegando o termino do contrato que existia entre as duas instituições.

“Estamos com recibos em casa e não sabemos o que fazer com eles, porque o representante dos Correios nos disse que desde de 25 de Dezembro lhes foram informados para não aceitarem a entrega dos recibos. Por isso perguntamos a quem de direito o que devemos fazer, porque nós não podemos ficar prejudicados com esta medida” enfatizou.

WN/FP

Inforpress/Fim

 

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