Maio: Fundação Maio Biodiversidade inaugura em três povoados moradias para receberem turistas

Porto Inglês, 06 Abr (Inforpress) – A Fundação Maio Biodiversidade inaugurou, hoje, as três primeiras casas das três famílias, que, enquadradas no projecto de Homestace, estão habilitadas a receberem turistas a partir desta data.

Segundo a responsável pelo projecto de Home stace da FMB, Janete Agues, estas três habitações acabadas de serem inauguradas estão habilitadas de acordo com as exigências da legislação que regula este sector.

Por isso, disse estar convencida que, a partir de agora, estas moradias estão aptas para receber e oferecer aos turistas que queiram descobrir o quotidiano, a realidade e vivência do povo maiense na sua essência, um serviço de qualidade dentro dos parâmetros deste segmento.

Conforme adiantou aquela responsável , este projecto visa melhorar o bem-estar das famílias e principalmente empoderar as mulheres contempladas, bem como valorizar as potencialidades e a biodiversidade existente na ilha, no geral, e nestas três localidades , em particular, por fazerem parte da zona protegida do Maio.

Janete Agues disse ainda que estas mulheres foram as escolhidas por serem as primeiras e as que melhores condições apresentaram até ao momento, mas indicou que durante os próximos tempos mais 17 famílias serão beneficiadas com este projecto.

Para tal, explicou que tem sido feito um trabalho de formação e capacitação dessas mulheres em diversas áreas, por forma a puderem gerir os seus próprios negócios.

“Ainda existem alguns desafios a vencer, mas estamos convicto de que este projecto vai ter o seu impacto brevemente, visto que temos vindo a preparar estas mulheres, que já possuem alguma experiência nesta área, porque tem vindo a colaborem com a FMB desde 2013 na campanha de protecção das tartarugas marinhas”, frisou.

Por seu lado, a beneficiária Albertina Dono, disse estar “satisfeita” por ter sido escolhida para começar a receber os turistas na sua moradia, algo que na sua opinião vai beneficiar não só a si como toda a vila de Barreiro, porque, conforme sublinhou, “uma pessoa que esteja hospedada na sua casa terá que consumir os produtos locais e todos passarão a ganhar”.

O vereador da Cultura, Queita Santos, que este esteve presente no acto, em nome da edilidade maiense, disse que esta iniciativa vai ao encontro da politica e do modelo que a Câmara local tem vindo a promover, visto que é um tipo de oferta mais virada para a questão social e ambiental, acreditando que este projecto vai ser “viável” na ilha.

WN/JMV

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