Maio: “Estamos a preparar a ilha para um verdadeiro desenvolvimento que está a chegar” – diz o edil

Porto Inglês, 23 Set (Inforpress) – O edil Miguel Rosa disse hoje á Inforpress, que o balanço dos dois anos de mandato à frente dos destinos da ilha “é bastante positivo”, tendo já conseguido implementar mais da metade das promessas eleitorais.

Miguel Rosa, que neste domingo completou os primeiros dois anos do seu mandato iniciado a 23 de Setembro de 2016, disse que está convicto de que o balanço é “bastante positivo”, ressalvando que já cumpriu mais da metade dos compromissos assumidos com os maienses, tendo realçado que “70 porcento da ilha já foi requalificada”.

No âmbito da cooperação, o autarca lembrou que a edilidade assinou acordos de geminação com mais dois municípios e que brevemente vai rubricar mais dois.

“Estamos a falar de Pilão Cão a Morrinho, estando a vila da Calheta e do Barreiro em obras, também a cidade do Porto Inglês, faltando apenas as zonas do norte da ilha, nomeadamente Alcatraz, Cascabulho e Pedro Vaz, porque Praia Gonçalo e Santo António neste momento já está fechado”, frisou.

Miguel Rosa adiantou, por outro lado, que nestes dois anos a autarquia já investiu cerca de 100 mil contos somente na parte de requalificação em parceria com o Programa de Requalificação, Reabilitação e Acessibilidades (PRRA) do Governo, fundo do turismo, e do Ambiente e que, recentemente por ocasião das festas de município foi lançado a primeira pedra para o arranque da requalificação da Ribeira de Fontona, “tudo isto numa forma de preparar a ilha para o desenvolvimento do turismo”.

“Hoje a ilha está totalmente diferente, temos mais ligações marítimas e áreas, embora nós consideramos que muito ainda precisa ser feito. Foi um ano de profícuo diálogo com o Governo central, tivemos visitas de todos os ministros, também a ilha foi palco de vários eventos como dia da Europa, acto solene de abertura oficial do ano lectivo, actividades do ICCA, ICIEG”, lembrou.

Segundo o edil, “brevemente” a ilha vai conhecer uma transformação no sector do turismo, visto que nos últimos dois anos a ilha está a ser muito procurada pelos investidores turísticos, que estão interessados em investir no Maio, por um lado, fruto da realização do encontro estratégico para o desenvolvimento turístico da ilha que aconteceu no ano passado.

“Nós não queremos crescer, queremos desenvolver e para tal temos que criar todas as bases e alicerces para o verdadeiro desenvolvimento em áreas como habitação, formação profissional, restauração, língua, acessibilidade, entre outros, por isso apelo a todos os maienses que entendam que estamos num processo profundo de transformação da ilha”, afiançou.

Miguel Rosa, realçou, por outro lado, que neste momento toda a atenção está virada para a conclusão do estádio municipal que, conforme adiantou, “já está em obras”.

Entretanto, explicou que por causa do mau ano agrícola, houve momento que tiveram que “relocar” as verbas, por exemplo na requalificação urbana de Figueiras onde acabaram por ter de “injectar mais dinheiro”.

Questionado para quando a chegada dos dois autocarros para garantir o transporte escolar, o autarca garantiu que “brevemente” dos dois veículos estarão na ilha, tendo explicado que o atraso verificado no processo se deve ao facto de a empresa vencedora do concurso ter enfrentado algum contratempo nos transportes.

A propósito ainda da educação, o edil lembrou que a autarquia tem vindo a melhorar o salário das monitoras e brevemente as mesmas vão passar a estar incluídas no Instituto Nacional de Previdência Social (INPS).

Realçou, no entanto, o facto de a edilidade ter “libertado” mais de 50 diplomas com o pagamento das propinas nas universidades onde os jovens da ilha do Maio se encontravam, e indicou que em termos de formação profissional, perspectivam dotar a ilha de um centro de referência em língua Inglesa.

Nesta entrevista balanço, Miguel Rosa fez referência também às obras de saneamento, tendo informado que a rede de esgoto na vila que foi iniciada há mais de quatro anos, só ficará concluída após o termino das obras requalificação urbana e ambiental que estão a decorrer naquela vila.

Reagindo sobre a declaração da oposição (OIAM), que na pessoa do seu líder da bancada afirmou que a edilidade tem vindo a fazer ao longo dos anos “negócios obscuros” com a venda de terrenos, Miguel Rosa pede a oposição para provar de que forma é que está acontecer a corrupção, mas enquanto isso foi esclarecendo que “a alienação dos terrenos municipais foi cancelada há já algum tempo”.

“Os terrenos que temos estado a alienar têm sido no âmbito da hasta pública e isto é transparente porque é público, por isso continuo a desafiá-los para apresentarem indícios de corrupção”, notou.

Lembrou, contudo, que em tertmos de habitação social, a edilidade tem vindo a realizar obras de reabilitação dos tectos de saca de pessoas carenciadas começando pela localidade de Figueiras e que mais habitações ainda vão ser contempladas.

Entretanto, indicou também que recentemente a edilidade recebeu a afectação dos blocos de classe A do projecto Casa para Todos e que está a estudar primeiro todo o dossiê.

Como novidade desta primeira metade do seu mandato, o autarca destacou o facto estar em “banho maria” a criação de uma bolsa de incentivo destinado aos jovens e aos emigrantes, no sentido de puderem adquirir um terreno para construírem as suas habitações.

De um modo geral, mostrou-se convicto de que a ilha está num bom caminho e que até o fim do mandato a mesma estará “totalmente” transformada graças ao desempenho da sua equipa como do governo central, que tem trabalho em parceria com a edilidade.

Em termos de perspectivas, lembrou que recentemente o Governo anunciou a abertura do concurso para a requalificação do porto do Maio e que, afora isso, a ilha será contemplada também com 1.5 milhões de euros para formação profissional, actividades geradores de rendimento, assim como a construção da estrada que liga o porto à cidade do Porto Inglês.

“Para o ano de 2019, o Governo tem previsto para a ilhado Maio, um montante de 270 mil contos que serão investidos tanto na reabilitação das casas na cidade do Porto Inglês, como em patrimónios religiosos e históricos da ilha e outras obras de vulto”, enfatizou.

WN/FP

Inforpress/Fim