Maio: Delegação do Ministério de Agricultura e Ambiente preparada para combater focos de gafanhotos – Delegada do MAA

 

Porto Inglês, 21 Ago (Inforpress) – A Delegação do Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA) na ilha do Maio anunciou hoje ter reunido todas as condições para, no caso de houver surgimento de focos de gafanhotos, dar combate “sem trégua” contra a praga, garantiu hoje a responsável Teresa Tavares.

Segundo a delegada do MAA, todas as condições já estão criadas para que as equipas de terreno façam os seus trabalhos, sublinhando que já foram formados os colaboradores em técnicas de manuseamento dos equipamentos e de aplicação das pesticidas.

A responsável acredita, por isso, que as equipas estão preparadas para combater a praga, caso houver o aparecimento de focos de gafanhotos nas parcelas agrícolas.
Teresa Tavares lembrou que, no ano passado, a ilha foi fustigada pela praga de gafanhotos que dizimou toda a plantação de milho, pelo que a Delegação do MAA já traçou uma estratégia de actuação para que este cenário não volte a acontecer.

Todavia, a delegada observou que o sucesso da campanha dependerá da colaboração dos agricultores e da sociedade civil, destacando, por isso, a necessidade do envolvimento de todos, sobretudo na divulgação de “informações seguras e a tempo”.

Adiantou que a equipa do Ministério já se encontra no terreno a abordar os agricultores que neste momento se encontram a preparar os terrenos e à espera das primeiras chuvas.

Os agricultores da zona de Monte Vermelho, abordados pela Inforpress, confirmaram o aparecimento dos primeiros focos de gafanhotos naquele perímetro agrícola.

Embora tenham garantido que o caso não é alarmante, adiantaram à Inforpress, entretanto, que já contactaram a Delegação do MAA no sentido de fazer o combate da praga, antes que venha causar problemas nas parcelas agrícolas.

Relativamente à a presença da lagarta-de-cartucho-de-milho na ilha, Teresa Tavares assegurou que as zonas mais afectadas são as de Alcatraz, Figueira Garça e Monte Vermelho, mas que os técnicos da delegação já estão no terreno a repassar aos agricultores os procedimentos a ter, assim como informações sobre os produtos biológicos naturais e químicos que podem ser utilizados no combate àquela praga.

Para Tereza Tavares, é muito importante que os agricultores estejam atentos, não só para identificar a praga que pode dizimar as plantações, como ter em conta os procedimentos para o seu combate, porque caso não for dado o combate necessário pode colocar em risco também a cultura de sequeiro.

“Ela é uma praga que se desloca cerca de 12 mil quilómetros e ataca não só o cartucho de milho, como também produtos hortícolas, pelo que apelamos aos agricultores que tenham serenidade e caso virem algum sinal que indicia a existência dessa praga nas suas propriedades que nos comuniquem e juntos vamos tentar resolver esta situação”, alertou.

A lagarta-de-cartucho-de-milho, que foi identificada primeiramente na ilha de Santiago, já chegou às ilhas de Santo Antão, Fogo e Maio.

WN/JMV

Inforpress/Fim