Maio: Câmara municipal efectua a demolição de uma barraca nas imediações de Casa para Todos

Porto Inglês, 04 Set (Inforpress) – A Câmara Municipal do Maio efectuou hoje a demolição de uma barraca nas imediações de Casa para Todos ocupada ilegalmente, como forma de “desinibir” a ocupação clandestina de terrenos e espaços municipais sem as condições mínimas de habitabilidade.

“Os nossos antecessores nos deixaram uma ilha sem barracas, por conseguinte independentemente da dinâmica e do estágio de desenvolvimento que a ilha vai experimentar, não vamos tolerar que as pessoas vivam nas barracas sem as mínimas condições de habitabilidade, sem acesso à água, saneamento e energia. Temos, ao longo desses dois anos, mantido a mesma postura de impedir que as pessoas vivam em condições sub-humanas”, justificou a autarquia

Segundo o edil maiense, Miguel Rosa, desde a primeira hora em que a autarquia teve conhecimento deste caso entrou em contacto com as famílias, a representação do ICCA, a Esquadra da Polícia, bem como as famílias que viviam naquele espaço, no sentido de desocuparem a referida instalação que servia de apoio logístico à empresa que executava as obras do Programa Casa para Todos na ilha.

Conforme adiantou aquele autarca, as referidas instituições foram accionadas, devido ao facto de, no seio daquelas famílias, haver crianças e neste sentido avançou que uma das famílias acabou por acatar as notificações da edilidade, embora a outra nem sequer agiu em conformidade, daí a razão desta intervenção que vem arrastando há mais de 6 meses.

“Daí a nossa intervenção e fá-lo-emos quantas vezes forem necessárias para pormos cobro a esta situação que queremos evitar na nossa ilha”, advogou.

Miguel Rosa fez saber ainda que, durante todo esse período, houve um diálogo permanente com as instituições e as famílias em causa, mas mesmo assim não surtiu efeito, razão pela qual tiveram que pautar por esta medida, respeitando as condições tanto de saúde da chefe-de-família que alegava problemas de saúde, bem como do bem-estar das duas referidas crianças que a acompanhavam durante todo este momento.

O edil maiense avançou ainda que em colaboração com a referida senhora que ocupava ilegalmente o referido espaço, foi-lhe atribuído um espaço alugado de forma provisória para que a mesma família ficasse alojada, por um período de cerca de dois meses, no entanto afiançou que a edilidade não pode fazer mais do que isso, porque muitas famílias na ilha padecem de apoio, tanto a nível de saúde como de habitabilidade.

“Mas as mesmas famílias não se aventuram em viver nas barracas com este argumento, por isso apelamos a todos os maienses e a todas as pessoas que escolherem a ilha do Maio para viverem que tenham de equacionar a questão de habitação, isso é básico”, advertiu.

Miguel Rosa reconheceu que uma das ocupantes do referido espaço já tinha feito pedido de doação de terreno para construir uma moradia, no entanto avançou que isso é uma prática recorrente na ilha, neste sentido adiantou que a edilidade está a trabalhar, por forma a resolver esta questão.

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