MAI lança estudo “Diagnósticos Locais de Segurança” para conhecer as realidades e combater a criminalidade

Cidade da Praia, 03 Jul (Inforpress) – O Ministério da Administração Interna (MAI) apresentou hoje na Cidade na Praia as linhas orientadoras para a elaboração de “Diagnósticos Locais de Segurança”, um estudo que permite conhecer realidades e combater a criminalidade no país.

Segundo o ministro da Administração Interna, Paulo Rocha, os “Diagnósticos Locais de Segurança” traduzem-se em estudos das realidades locais para compreender os fenómenos de violência e do crime, traçar novas estratégias de enfrentamento e criar políticas públicas que tenham impactos na segurança, tendo como foco a prevenção.

Trata-se, segundo Paulo Rocha, de uma mudança de prisma no combate à criminalidade que vai abarcar aspectos como a implementação do policiamento de proximidade e, principalmente, a aposta na prevenção.

“Nós não temos que esperar que haja uma ocorrência para irmos atrás dela, para depois a investigarmos. Há muita coisa que pode ser feita antes. Claro que é um trabalho mais duro, difícil, de longo prazo”, disse o ministro.

Entretanto, lembrou que este estudo vai permitir o conhecimento das realidades locais e dar também a possibilidade para que as comunidades se pronunciem.

“Para que a Polícia possa actuar numa localidade é preciso conhecer e bem a realidade e os problemas, para que depois toda a sua intervenção seja feita conhecendo e ouvindo as pessoas”, ajuntou o ministro.

O foco territorial para fazer estes estudos são áreas e municípios com maior incidência ou ocorrências criminais e, conforme Paulo Rocha, dados do MAI apontam para a existência de sete municípios de maior incidência criminal no país, mas o diagnóstico vai arrancar primeiramente no município da Praia porque é onde tem a maior densidade demográfica.

O ministro lembrou ainda que existem vários factores criminológicos, alguns associados ao urbanismo, às políticas públicas do Governo e dos municípios e à actuação das organizações governamentais que têm que ter em conta esses aspectos. Por isso, afirmou, é preciso conhecer as realidades.

Esses estudos vão ser feitos em Cabo Verde com o apoio de Portugal, país que há dois anos aplica um modelo semelhante na prevenção e luta contra a criminalidade.

Conforme explicou a secretária de Estado Adjunta da Administração Interna de Portugal, Isabel Oneto, com a celebração dos “contratos locais de segurança” com as zonas urbanas sensíveis verificaram “uma maior participação da própria comunidade no seu bairro que passou a ser um espaço público da população e não de grupos de domínio de território”.

CD/FP

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