Liga do Carnaval de São Vicente faz aproximação ao LIESA com assinatura de convénio em perspectiva

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Rio de Janeiro, Brasil, 02 Dez (Inforpress) – A Liga dos Grupos de Carnaval de São Vicente e a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (LIESA) perspectivam rubricar um convénio de cooperação, mal a parte cabo-verdiana tenha a instituição legalizada.

O propósito saiu de um encontro entre presidentes dos grupos de Carnaval de São Vicente, que se encontram no Rio de Janeiro, e a LIESA, que o porta-voz David Leite, presidente da Escola de Samba Tropical, classificou de “histórico”, uma vez que, pela primeira vez, o Carnaval de São Vicente aproximou-se da liga que congrega as escolas de samba do Rio.

“Este era um dos encontros que mais expectativas gerava no seio da comitiva mindelense, tendo em conta a fase que o Carnaval de São Vicente está a atravessar, que é a criação da sonhada Liga”, declarou o porta-voz, para quem a reunião no LIESA “superou as melhores expectativas”, não só pelo “acolhimento caloroso”, mas sobretudo pela “abertura em colaborar” da parte brasileira.

Segundo David Leite, o presidente do LIESA expôs na reunião “todos os meandros e os pormenores” da organização do Carnaval do Rio de Janeiro, disponibilizou a documentação desde a fundação da LIESA, predispôs-se à assinatura de um convénio entre a LIESA e a Liga dos Grupos de Carnaval de São Vicente e ainda “brindou-nos” com uma visita no próximo ano, no Verão, a São Vicente, do presidente Jorge Castanheira.

“São resultados extraordinários, e agora com este reforço das informações e desta parceria, acredito que São Vicente, mais uma vez, vai dar mais um passo na organização do Carnaval”, concretizou David Leite, pois, com a oficialização da liga, que deve ocorrer “brevemente”, vai-se “desafogar” a câmara municipal, que passará a ter uma função logística e financeira do Carnaval, com “toda a organização” a passar para a alçada futura liga.

“A liga e a câmara de São Vicente vão ser as duas instituições que passarão a organizar o Carnaval”, sintetizou o porta-voz, para quem “estão recolhidos os ovos”, agora falta “fazer a omelete”, ou seja, ajuntou, a “parte principal” que é o financiamento.

“Mas acreditamos que, com a sensibilidade da câmara e também com alguma parceria com o Governo, conseguiremos criar as condições para que tudo isso seja a cereja no topo do bolo e consigamos mostrar, em 2018, o fruto de tudo isto”, concluiu David Leite.

Da parte brasileira, o presidente da LIESA, Jorge Castanheira, considerou que trata de “um desafio” conhecer a cultura de países e cidades co-irmãs, que falam o mesmo idioma, mas sobretudo, declarou, ver o trabalho que se faz em São Vicente, trabalho através de registos fotográficos, que lhe foram disponibilizados no encontro, e a forma como cada um dos presidentes de grupo o presidente da câmara se expressaram durante a reunião.

“Foi com muito orgulho e satisfação que os acolhemos aqui na LIESA porque vemos que a difusão da cultura e o intercâmbio dos modelos de Carnaval pelo mundo inteiro são motivos de realização e de satisfação de todos nós”, precisou a mesma fonte.

Jorge Castanheira adiantou que se desenha uma parceria entre as duas partes, como a LIESA faz, acrescentou, com outros Estados brasileiros e outras regiões do Brasil, o que “certamente” virá “engrandecer” cultura do samba no mundo inteiro.

“Estamos de portas abertas e certamente desta visita surgirão muitos bons frutos, nascerão boas ideias para que a gente possa aprimorar tanto o Carnaval do Rio de Janeiro como o São Vicente”, perspectivou o presidente da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro.

AA/CP

Inforpress/Fim