Líder do PAICV lamenta o facto do Governo do MpD ter desmantelado o Corpo Nacional de Voluntariados

Cidade da Praia, 05 Dez (Inforpress) – A presidente do PAICV lamentou hoje o facto do Governo do MpD ter desmantelado o programa que deu corpo a criação do Corpo Nacional de Voluntariados criado em 2012.

Janira Hopffer Almada fez esta apreciação numa curta publicação efectuada na sua página da rede social Facebook, onde realçou que esta atitude fez “lançar por terra todo o trabalho feito e o espírito de entrega e missão de milhares de jovens deste país”.

“Extinguiu o Corpo Nacional de Voluntários, fechou as Agências Regionais e engavetou todo o enquadramento jurídico desta questão no país. A Governação anterior entendeu a importância do voluntariado em Cabo Verde. Por essa razão, o Sistema das Nações Unidas apoiou na implementação de um programa forte de voluntariado”, escreveu.

A líder do PAICV, que faz essa leitura no dia em que se comemora, em todo o mundo, o Dia Internacional do Voluntariado, refreou ainda que o país, por ter uma população maioritariamente jovem e ser carente com muitas dificuldades, deveria estar na linha da frente das comemorações, e ser uma referência em “boas práticas, no Continente e, quiçá, no mundo”.

Segundo Janira Hopffer Almada, na altura foram criadas seis Agências Regionais no País (Santo Antão, São Vicente, Fogo, São Nicolau, Santiago Sul e Norte), o Corpo Nacional de Voluntários (CNV), em 2012, através do Decreto-lei nº 25/2012, de 31 de Agosto, com a instalação da Agência Nacional na Cidade da Praia.

Foi criado, ainda segundo esta líder, o Regime Jurídico Geral do Voluntariado (em 2010, através do Decreto-Lei nº 42/2010, de 27 de Setembro), com estabelecimento de direitos e deveres e também de incentivos à prática do voluntariado.

Sublinhou ainda, na sua reflexão na rede social, que foi criado o Passaporte do Voluntário, mas que o governo do MpD, após vencer as eleições, engavetou todo o enquadramento jurídico desta questão no país.

Por este motivo, entendeu questionar sobre se o país ganhou ou não com tal decisão, tendo ela mesma respondido que “não”.

“Mas, mais do que o país ter perdido com esse desmantelamento – sem razão, nem motivação plausíveis – ficamos com um vazio, nessa matéria, pois passados três anos, o Governo não conseguiu, ainda, oferecer absolutamente nada em alternativa ao Corpo Nacional de Voluntários”, sublinhou.

Neste particular, entendeu que o reconhecimento do papel do voluntário no desenvolvimento das comunidades, em especial, e do País, em geral, ficou comprometido.

“Ficou, ainda, comprometido, com a actuação ou omissão deste Governo, toda a valorização das experiências anteriores do voluntariado juvenil e o estímulo à sua intervenção, nas áreas produtiva, social e cultural”, concluiu.

PC/JMV

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