Juventudes do PAICV e MpD aprovam Lei da Paridade por diminuir fosso entre homens e mulheres

Cidade da Praia, 11 Out (Inforpress) – As juventudes do PAICV e do MpD manifestaram-se hoje a favor da Lei da Paridade afirmando tratar-se de uma ferramenta que irá ajudar na diminuição do fosso entre homens e mulheres nas esferas de decisão.

A leitura é dos líderes das duas organizações juvenis em declarações à Inforpress, no âmbito da uma acção de capacitação dedicada aos homens sobre a promoção da paridade de género na política, promovido pelo ICIEG e a Rede de Mulheres Parlamentares, e que junta, na Cidade da Praia, lideres de partidos políticos e das associações comunitárias e Polícia.

Para o líder da Juventude para a Democracia (JpD), Euclides Silva, no mundo de hoje é difícil que não haja uma harmonia e convivência entre homens e mulheres de forma igualitária e equilibrada quer no público quer no privado.

No que tange aos partidos políticos, defendeu que no seio do Movimento para a Democracia (MpD – poder) já está-se a mexer para que a lista “zebra” seja uma realidade, tendo apresentado o processo da paridade na votação da Direcção Nacional do partido como exemplo dessa aplicação.

“O exemplo do engajamento do partido aconteceu na última Universidade de Verão em que a participação foi feita por concurso, tendo havido um equilíbrio de participação entre homens e mulheres”, disse, afirmando que o MpD está aberto para abraçar a lei da paridade.

Já o líder da Juventude do PAICV (JPAI), Hélio Semedo, considera que a Lei da Paridade é um instrumento que irá ajudar no desenvolvimento do país.

Para este dirigente juvenil, quanto mais se acredita na liderança das mulheres maior influência positiva haverá nas várias esferas de decisão seja ela pública ou privada.

Apesar disso, é de opinião que a aposta na liderança feminina é um tema que terá de ser muito debatida para fazer com que as mulheres deixem de apoiar e figurem nas listas.

“No PAICV já temos essa liderança e existe a interligação da lista “zebra”, apesar de haver regiões, como Santiago Norte, onde as mulheres querem estar em segundo lugar. Penso que que o trabalho que o ICIEG está a fazer vai levar a que as mulheres participem mais”, sustentou.

A lei sobre a paridade de género nos cargos de decisão nas empresas públicas ou privadas e nas listas elegíveis é um documento que está a ser preparado pela Rede de Mulheres Parlamentares e o Instituto Cabo-verdiano para a Igualdade e Equidade de Género, com o apoio da ONU Mulheres, para ser levado a parlamento e ser aprovado em 2019.

PC/CP

Inforpress/Fim