Juventude deve merecer uma “atenção especial” e tudo que é feito “nunca será suficiente – líder da JpD

Cidade da Praia, 11 Ago (Inforpress) –  O líder da Juventude para a Democracia (JpD), Euclides Silva, diz que a juventude deve merecer uma “atenção especial” e, segundo ele, tudo que é feito “nunca será suficiente”.

“Apesar da redução do desemprego juvenil nos últimos anos, a “taxa é ainda muito elevada”, enfatizou o presidente da JpD.

Euclides Silva fez essas declarações à Inforpress no quadro das actividades que a sua organização juvenil programou para comemorar o Dia Internacional da Juventude (DIJ), que se assinala hoje em todo o mundo.

O Dia Mundial da Juventude foi institucionalizado a 12 de Agosto de 1999 pela ONU, em resposta à recomendação da Conferência Mundial de Ministros responsáveis pela Juventude.

Segundo Euclides Silva, a JpD, antecipou a sua programação para o dia 11 no Palácio da Cultura Ildo Lobo, Cidade da Praia, com “muitas actividades culturais”, em que, além de actuações musicais, os jovens vão recitar poesias.

“Vamos ter connosco alguns dirigentes do partido, nomeadamente o secretário-geral do MpD (poder) e, ainda o secretário de Estado da Juventude, Carlos Monteiro, para um diálogo aberto com os jovens”, precisou, acrescentando que é uma oportunidade para se falar dos “desafios da governação e das politicas para o sector da Juventude”.

Instado se as políticas do Governo têm correspondido às expectativas dos jovens, disse que sim, mas “em certa medida”.

“Já passámos dois anos de governação, que era para organizar a casa, e agora estamos expectantes para vermos a entrada em funcionamento do Instituto do Desporto e da Juventude que vem cobrir uma lacuna existente neste momento”, sublinhou o presidente da JpD, para quem esta estrutura virá “programar as políticas no sector da Juventude e virá também dinamizar um pouco o associativismo juvenil”.

No entanto, considera que as políticas do executivo de Ulisses Correia e Silva para a juventude “não têm sido o suficiente, mas tem sido razoável”.

Acredita que com a criação do Instituto da Juventude as políticas para o sector vão ganhar uma “nova dinâmica” e, consequentemente, uma “nova alargada para os jovens”.

No domínio do ensino superior, diz ele, o director-geral anunciou que este ano haverá um “aumento significativo” de bolsas de estudo, mas “ainda há muitos jovens com dívidas” e tudo isto são desafios que precisam de uma “resposta urgente”.

“Apelamos ao Governo no sentido de resolver este problema o mais rápido possível, porque, caso contrário, corremos o risco de perder uma geração inteira no desemprego”, pediu o líder da JpD que desafia as universidades a direccionar as suas ofertas formativas para criar empregos juvenis e não na lógica “manter emprego para os seus próprios docentes”.

Garante, por outro lado, que a organização juvenil que dirige continuará a “batalhar junto do Governo, do Grupo Parlamentar do MpD e das câmaras municipais” para que juntos seja encontrada uma solução para os problemas que aflige a juventude”.

Relativamente aos centros da juventude criados pelo anterior Governo, recusa a ideia de que estas instituições foram extintas, mas sim, explica, “foram transferidos para as câmaras municipais”.

“O funcionamento dos centros da juventude depende da dinâmica das câmaras municipais”, indicou o responsável da organização juvenil do MpD, que reconhece que “alguns centros não estão a funcionar”.

 

Segundo ele, os centros da juventude deixam falta nos municípios em termos de “dinamizar o associativismo local juvenil”.

Para Euclides Silva, o modelo anterior dos centros da juventude “não era ideal”, porque alguns faziam “concorrência directa às câmaras municipais e serviam mais para fazer político- partidárias e não para a promoção do associativismo juvenil”.

“Hoje, se há pessoas a tentar desviar os fins para os quais foram criados os centros da juventude, estou disponível para fazer essas denúncias e convido os jovens a denunciar essas práticas que não são nada abonatórias”, concluiu.

Relativamente ao uso exagerado do álcool, acha que se deve continuar com as campanhas de sensibilização e que a realização de festivais de música deve ser regulada para evitar que estes eventos se prolonguem da noite até ao raiar do sol.

“Não é acabar com os festivais é que vamos resolver o problema do consumo das bebidas alcoólicas”, indicou Euclides Silva, admitindo que ao longo do ano há, também, muita oferta do álcool e, por isso, o que se deve fazer, segundo ele, “é fiscalizar e sensibilizar os jovens para a problemática do alcoolismo”.

LC/FP

Inforpress/Fim