Jovens de sete países debatem género com ênfase na participação das jovens mulheres na política

 

Assomada, 07 Out (Inforpress) – Representantes de 26 organizações que trabalham com a juventude, de sete países, discutem a questão do género, com ênfase na participação das jovens mulheres na política, numa formação que decorre até segunda-feira, em Assomada.

A acção formativa, denominada “Capacit-A”, enquadrada no projecto “PatH-HER-ways: Creating pathways for political participation of young women” (em português, “Traçando caminhos delas: Criando caminhos para a participação política de jovens mulheres), conta com participação de representantes de Portugal, Reino Unido, França, Moçambique, Cabo Verde, Peru e Timor-Leste.

O evento co-financiado pelo programa Erasmus + Agência Executiva da Educação, Audiovisual e Cultura da Comissão Europeia, tem como objectivo desenvolver novas abordagens sobre o envolvimento das jovens mulheres na vida política.

A formadora e coordenadora do projecto, Sofia Martins, disse à Inforpress que durante o encontro serão debatidos temas como “perceber onde se trabalha a questão de género”, “a questão da participação activa das jovens mulheres” e “quais os grandes desafios que acontecem no mundo”.

Para Sofia Martins, esta “troca de experiência internacional” vai ajudar os participantes, entre homens e mulheres, desenvolverem as suas competências, ou seja, conhecendo a realidade de cada país participante, vão poder implementar projectos e formações com “maior consciência”.

O projecto, que começou com um seminário em Faro, Portugal, culmina com uma conferência, em Cascais, Portugal, em Março de 2018, onde vão juntar a um evento da ONUMulheres “He for She” (em português, Ele por Ela), em que serão apresentados os resultados, as recomendações e a avaliação do projecto.

Para a presidente da Liga das Associações Juvenis de Santa Catarina (LAJUSCA), Crisalda Correia, em Cabo Verde há uma “grande lacuna” no que concerne a participação da mulher na vida activa, mais concretamente na política, advogando que as mesmas precisam de incentivo, para que se tenha um “equilíbrio” na sociedade.

É nesta linha que pretendem encontrar uma nova abordagem a nível de sociedade, porque, segundo Crisalda Correia, as mulheres não participam na vida politica e não estão no espaço da tomada de decisão.

Além da LAJUSCA participam de Cabo Verde, a Associação Laço Branco e pessoas que trabalham com questão de género.

FM

Inforpress/Fim