Jornalistas exercem “papel fundamental” na “credibilidade e afirmação internacional” do país – ministro

 

Cidade da Praia 07 de Jun. (Inforpress)  – O ministro da Cultura e das Industrias Criativas, tutela da Comunicação Social, Abraão Vicente, afirmou hoje que os jornalistas cabo-verdianos desempenham um “papel fundamental” na “credibilidade e afirmação internacional da imagem” de Cabo Verde.

O governante fez esta declaração na cerimónia da entrega do Prémio Nacional do Jornalismo, na sede da Associação Sindical dos Jornalistas de Cabo Verde (AJOC), onde manifestou a sua convicção em acreditar nos trabalhos jornalísticos, assegurando que vem dando a devida divulgação das polémicas das crises de Cabo Verde e sobretudo, também, dos seus ganhos.

“Não haveria um Cabo Verde tão credível assim como temos hoje sem medo de mostrar aquilo que é, em todos os seus aspectos e quem analisa a dinâmica do jornalismo cabo-verdiano percebe exactamente que há vigor”, explicou o ministro.

Perante este cenário referiu-se ao trabalho feito por parte das personalidades, dos órgãos de comunicação social que se destacam por esse papel “de anos e anos” a fazer um trabalho em prol daquilo há, “sem nunca esconder a parte mais difícil e mais complicada” de se mostrar”.

Considerou que a imagem que o País tem a nível internacional deve-se muito ao trabalho jornalístico em “mostrar a dura e longa caminhada” com um povo desde a independência até agora, em que Cabo Verde tem passado por “momentos de crise em aspectos políticos sociais e económicos”.

Reafirmou que “nunca a classe jornalística deixou de fazer o seu trabalho” e é essa parte que tem “sensibilizado e apoiado” Cabo Verde.

 

Por outro lado, exortou o engajamento de toda classe jornalística e da Direcção-geral da Comunicação Social na reforma que se está a fazer no sector para que a mesma “vá ao encontro dos interesses” daquilo que a classe pensa sobre a nova formatação das leis e das instituições.

Quanto ao Premio Nacional de Jornalismo, Abraão Vicente parabenizou a AJOC pelo trabalho feito e pela organização dos prémios de forma “transparente e limpa”.

Por seu lado, a presidente da AJOC, Carla Lima, destacou a “qualidade e quantidade” dos trabalhos a concurso, ao mesmo tempo que destacou o facto de o Governo entregar toda a organização do concurso à classe jornalística.

Em representação dos galardoados, Geremias Furtado mostrou-se entusiasmado pela conquista do prémio, enquanto jovem jornalista de carreira, por considerar que servirá de estímulo para os mais novos.

A jornalista da Televisão de Cabo Verde (TCV)  Anabela Varela e a sua equipa com uma reportagem sobre a história secular da emigração dos bravenses para os Estados Unidos da América, denominada “Do sonho à saudade, venceu o prémio na categoria  TV.

Na categoria da rádio, a jornalista Gisela Barros, da Rádio de Cabo Verde (RCV),  foi a vencedora com uma reportagem sobre a microcefalia, que procura compreender as consequências dessa deficiência congénita para os recém-nascidos e para as respectivas mães.

A dupla Geremias Furtado/Jaqueline Neves recebeu o prémio do melhor trabalho na categoria da imprensa escrita pela reportagem “Assédio sexual: uma realidade ignorada por todos” que retrata o assédio sexual nas escolas cabo-verdianas e “põe a nu toda uma cadeia de desresponsabilização e indiferença” que vai desde a família, passando pela escola até aos decisores políticos.

Igualmente foram atribuídas menções honrosas aos trabalhos dos jornalistas Soraia Deus, com a reportagem sobre “Zica”, que fala da aflição de algumas mulheres grávidas quando descobriram que estavam infectadas com o vírus da Zica, e Nuno Andrade Ferreira, da Rádio Morabeza, que apresentou a peça “Nô Matu”, retratando o problema da desflorestação na Guiné-Bissau.

À jornalista Sara Almeida, do jornal Expresso das Ilhas, foi também atribuída uma menção honrosa pela reportagem “Uma história mal contada”, um esforço no sentido de reconstituir, a quente, o “massacre do Monte Tchota”, na madrugada do dia 25 de Abril de 2016.

Os vencedores do Prémio Nacional do Jornalismo de 2017, criado pelo Governo em 2014, receberam o montante de 500 mil escudos por cada categoria.

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