IV FMDEL: Especialistas mundiais clamam pelo reforço dos recursos regionais

 

Cidade da Praia, 18 Out. (Inforpress) – Os especialistas do painel “desenvolvimento rural e a integração centro/periferia” sugeriram neste segundo dia do IV Fórum Mundial do Desenvolvimento Económico Local o reforço de recursos regionais para que as leis fiscais sejam mais transparentes e melhore a eficácia dos impostos.

Num painel constituído por dirigentes locais, como o presidente da Administração Regional de Desenvolvimento da região autónoma de Sudeste da Turquia, Mehmet Acikgoz, pelo responsável das redes internacionais da África e director de relações Exteriores do Governo Basco, Espanha, Rafa Hueso, e pelo autarca de Las Cabezaz de San Juan e co-presidente do Desenvolvimento Económico Local, LED, Francisco Toajas, a intervenção foi centralizada à volta da definição clara sobre estas fronteiras.

Toajas disse que a Espanha se afirma como um país descentralizado em termos de politicas administrativas e que os governos regionais têm as suas autonomias, mas que o país precisa melhorar a sua capacidade em termos de governação autárquica.

Quer que os governos locais tenham mais vozes e que os recursos sejam distribuídos de forma autónoma para a sua melhor divisão, visando dar respostas a novos desafios de iniciativas locais, razão pela qual afirma mesmo existir um longo caminho a ser trilhado para que a população local seja fixa na sua localidade.

Iniciativa de instituições internacionais, liderado pelas Nações Unidas, o IV Mundial para o Desenvolvimento Económico Local, conta com o envolvimento de mais de 2000 participantes, oriundos de 76 países dos cinco continentes.

Durante dos quatro dias deste evento, prevê-se que mais de 190 oradores, repartidos em mais de 50 sessões (sessão plenária, diálogos políticos, painel interactivo, sessão de aprendizagem), debatem assuntos ligados ao DEL, no quadro do Desenvolvimento Sustentável e seus Objectivos de Desenvolvimento Sustentável.

O Fórum, segundo a organização, constituirá uma plataforma para o diálogo sobre grandes questões, como a erradicação da pobreza, o emprego e o trabalho decente, o empreendedorismo sustentável, as parcerias com vários intervenientes, incluindo o envolvimento da sociedade civil, organizações de trabalhadores e de empregadores.

Trata-se de um processo contínuo, que culmina a cada dois anos, com um evento mundial e que iniciou em 2011, em Sevilha, Espanha, seguido de 2013 em Foz do Iguaçu, Brasil, ao passo que a terceira edição foi realizada em 2015, em Turim, na Itália.

Cabo Verde inscreve o seu nome como o primeiro país africano a receber este colóquio no qual se debatem as políticas e iniciativas de desenvolvimento promovidas nos países africanos, em linha com a Agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável.

SRJMV

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