Integração da comunidade imigrada da costa africana em São Vicente tem sido normal – edil

Cidade da Praia, 26 Mar (Inforpress) – A integração da comunidade imigrada da costa africana em São Vicente tem sido normal, diz o presidente da câmara municipal, Augusto Neves, que, no entanto, reconhece que um ou outro problema pode estar a afectar estes cidadãos.

Numa recente entrevista publicada na revista Caminhar, da Plataforma das Organizações Não-Governamentais de Cabo Verde, o edil mindelense admitiu que grande parte destes imigrantes tem  uma “relação directa” com  a câmara a que preside, uma vez que “são basicamente vendedores” e garante ainda que ao nível dos locais onde moram, têm um “relacionamento normal”.

Os cidadãos da costa africana reconhecem que São Vicente é uma ilha acolhedora e que se sentem bem integrados, mas o único problema que os aflige é o da documentação.

Esta situação pode estar a acontecer, reconhece Augusto Neves que, aliás, admite ter tido várias audiências nesse sentido.

“Vamos tendo mais experiências e, cada ano que passa, estaremos em condições de poder resolver mais rapidamente a situação deles”, precisou, acrescentando estar ciente que “é difícil quando as pessoas estão a viver fora do seu país”.

“Temos muito respeito por esta comunidade porque a nossa emigração se iniciou pela costa da África, nomeadamente Senegal e outros países vizinhos”, declarou o presidente da Câmara Municipal de São Vicente, garantindo que, tudo o que pode fazer para resolver os problemas dessas pessoas, estará disponível para o efeito.

Segundo ele, hoje, Cabo Verde tem uma geração, que, basicamente, viveu nesses países africanos como emigrantes e já regressou à terra com a sua vida feita.

“Por isso, podemos também dar a nossa contribuição, apoiando-os a organizarem-se para ajudar no desenvolvimento não só de São Vicente, mas também do país deles”, declarou Augusto Neves, referindo-se aos imigrantes da costa africana.

São Vicente é uma das ilhas que acolhem uma comunidade expressiva de imigrantes, sobretudo provenientes da costa africana. Sentem-se integrados na sociedade mindelense, mas queixam-se de alguma discriminação de que são alvo por parte de certas pessoas.

O presidente da câmara, Augusto Neves, admite que podem existir casos isolados, mas que a edilidade tem feito tudo para que estes cidadãos se sintam bem no Mindelo.

LC/CP

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