Institucionalização da abordagem de género junto do IEFP é uma necessidade imperiosa – defende ICIEG

 

Cidade da Praia, 20 Out (Inforpress) – A institucionalização da abordagem de género junto do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) é uma necessidade que se revela importante no plano nacional de igualdade e equidade de género.

A constatação foi feita hoje, na Cidade da Praia, pela presidente do Instituto Cabo-verdiano para a Igualdade e a Equidade de Género (ICIEG), Rosana Almeida, no acto de assinatura de um protocolo de cooperação com o IEFP para a integração da disciplina sobre igualdade de género no currículo da formação profissional.

“Para o ICIEG este acto revela-se fundamental para a promoção da igualdade de género no sector educativo, assim como os futuros profissionais possam identificar situações de descriminação e desigualdade que acontecem no mundo laboral”, notou Rosana Almeida.

Avançou, ainda, que é preciso o combate à desigualdade salarial entre homens e mulheres    em Cabo Verde, considerando que é preciso “atacar” este problema no momento da formação profissional.

Rosana Almeida indicou, contudo, que o ICIEG vai assumir o desafio de fornecer ao IEFP o conhecimento institucional para que essa integração da disciplina de género seja uma realidade.

“A formação profissional tem-se revelado como subsistema de educação que mais tem proporcionado maiores taxas de empregabilidade junto dos adultos e jovens dos países, sendo que os dados de 2014 apontam que 70 por cento dos formandos estão empregados”, indicou Rossana Almeida.

Por isso, frisou que o estabelecimento deste protocolo é um acto simbólico que testemunha um juntar de esforços no sentido de empoderamento de homens e mulheres, através da promoção de igualdade de gênero no mercado de trabalho nacional via a promoção da formação e inserção profissional.

Por sua vez, o presidente do IEFP, Paulo Santos, disse que a assinatura desse protocolo tem como propósito lutar pela igualdade do género, pelo processo de desenvolvimento social de Cabo Verde e pelo alcance dos objetivos do desenvolvimento sustentável (ODS).

“É prioridade para o IEFP a temática do género, de modo a que trabalharemos melhor nesta questão com um parceiro que é especializado nessa vertente”, notou Paulo Santos.

De acordo com um comunicado de imprensa, este acordo pretende ainda criar uma nova forma de relacionamento entre as duas instituições que têm como preocupação comum o empoderamento económico das mulheres e dos homens de Cabo Verde.

O protocolo busca também uma maior complementaridade na orientação e inserção profissional de mulheres e meninas e na autonomia financeira das mesmas e para que essa ambição se materialize as duas instituições almejam uma maior sinergia na implementação das políticas ativas de emprego.

O projecto de formação profissional tem um peso importante na qualificação e empoderamento dos jovens e adultos no país com os dados de 2014 a indicar que cerca de 70% dos formandos estavam empregados.

Dados de 2016 (último inquérito) sobre o emprego dizem que entre os jovens, a faixa etária entre 20-24 anos regista uma taxa de desemprego de 38,1% (28,2% em 2015) enquanto a faixa dos 25-29 anos atinge os 19,3% (17,5% em 2015).

O aumento do desemprego é mais expressivo entre as mulheres (de 11,2% para 17,4%) e nos meios urbanos (14,2% para 16,9%).

OM/FP

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