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| São Tomé e Príncipe/Preços: Crise de açúcar faz aumentar preço em mais de 1300 por cento |
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| 2010-09-03 18:19:53 | |
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São Tomé, 03 Set (Inforpress) – Um carregamento de 30 mil sacos de açúcar deverá chegar ao porto de São Tomé na próxima terça feira, depois de cerca de três meses de escassez, que levou a um aumento do preço em mais de 1300 por cento. O director do Comércio são-tomense, Jorge Bonfim, havia anunciado na semana passada a jornalistas “a chegada ao país no dia um de Setembro de um navio carregado com o açúcar”. Jorge Bonfim disse ainda que este carregamento irá “abastecer o mercado durante pelo menos dois meses”, mas afirmou que outros carregamentos deverão chegar “brevemente” ao país. A rotura no stock de açúcar no país provocou um aumento de mais 1300 por cento no preço praticado oficialmente no mercado são-tomense, passando de 15 mil dobras (cerca de 60 cêntimos do euro) o quilo para cerca 200 mil dobras (8 euros). Nas lojas do arquipélago não existe açúcar, estando o mesmo a ser comercializado apenas no mercado informal. Os serviços de inspecção da actividade económica mostram-se incapazes de controlar os preços e descobrir de onde é proveniente o açúcar que está a ser comercializado no mercado informal. A crise do açúcar e o aumento vertiginoso no preço está a afectar o consumidor, que reclama do Governo medidas para reabastecer o mercado e evitar a especulação nos preços. “E verdade que este Governo só entrou em funções agora, mas precisa trabalhar rapidamente para inverter isso, porque assim não vamos aguentar”, disse a Lusa Carlos Abreu, um funcionário público. “Sou um funcionário público com um salário de um milhão de dobras. Se tiro 200 mil para comprar um quilo de açúcar fico apenas com 800 mil dobras e isso não me vai sustentar durante um mês porque vários outros preços também subiram”, acrescenta Carlos Abreu. Também Aldemira Santos, jovem mãe de três filhos, reclama: “tudo está a ficar caro e nós os pequenos não vamos aguentar”. Nos últimos meses os preços de alguns produtos, principalmente hortícolas, subiram drasticamente no mercado são-tomense, atingindo valores incomportáveis para o poder de compra dos trabalhadores de baixo rendimento À excepção do açúcar, o mercado são-tomense está, no entanto, abastecido com todos os outros produtos de primeira necessidade e o director do Comércio garantiu que não se prevê para os próximos meses “qualquer subida de preços, pelo menos oficialmente”. A subida dos preços de bens essenciais levou a protestos em Maputo, capital moçambicana, que levaram a confrontos com a polícia dos quais resultaram pelo menos sete mortos e 288 feridos. Entretanto, começaram hoje a registar-se protestos no Chimoio, capital da província de Manica, havendo registo de pelo menos seis feridos, segundo fontes hospitalares. Lusa/Fim |