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| Médio Oriente: Clinton pede compromissos de ambas as partes para acordo de paz |
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| 2010-09-02 16:17:50 | |
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Washington, 02 Set (Inforpress) – A chefe da diplomacia norte-americana, Hillary Clinton, abriu hoje formalmente as primeiras negociações directas entre israelitas e palestinianos em quase dois anos, pedindo às partes que façam os compromissos necessários para um acordo de paz. Numa cerimónia realizada no Departamento de Estado, em Washington, a secretária de Estado norte-americana afirmou que os Estados Unidos estão empenhados em conseguir um compromisso no prazo de um ano, mas que a maior parte do trabalho cabe ao primeiro ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e ao presidente palestiniano, Mahmud Abbas. Netanyahu e Abbas afirmaram o seu empenho em chegar a um acordo e ultrapassarem décadas de hostilidade e suspeição. “Não vai ser fácil. Uma paz verdadeira, uma paz duradoura, só pode ser alcançada através de concessões mútuas e dolorosas de ambas as partes”, disse Netanyahu, acrescentando a necessidade do “reconhecimento de Israel como o Estado-nação do povo judeu”. “Sabemos bem como são difíceis as barreiras e os obstáculos que enfrentamos nestas negociações – negociações que dentro de um ano devem concluir com um acordo que traga a paz”, disse Abbas, repetindo a importância de Israel “cessar completamente a colonização e o embargo à Faixa de Gaza”. As negociações de hoje são as primeiras desde que os últimos esforços de paz fracassaram, devido à ofensiva militar israelita contra a Faixa de Gaza de Dezembro de 2008 e Janeiro de 2009. O contexto actual é contudo ainda de grande tensão, acentuada com os ataques anti-israelitas dos últimos dois dias na Cisjordânia e com a persistência da colonização israelita. Sentada entre Abbas e Netanyahu, Hillary Clinton saudou-os por concordarem em retomar as negociações, mas alertou para as dificuldades a ultrapassar até à criação de um Estado palestiniano independente. As discussões prosseguiram à porta fechada, após a sessão de abertura, e deverão prolongar-se por cerca de três horas. Inforpress/Lusa/Fim |