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| Haiti: Fotos de médicos de Porto Rico sorridentes e em poses divertidas causam polémica |
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| 2010-01-30 12:46:15 | |
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São João de Porto Rico, 30 Jan (Inforpress) - Uma missão humanitária porto-riquenha no Haiti tornou-se um foco de polémica depois da divulgação de fotografias de médicos em poses de divertimento no meio de vítimas do sismo que devastou o país. O comité de ética do Colégio de Médicos e Cirurgiões de Porto Rico afirmou já que vai investigar os envolvidos, depois de as imagens terem sido divulgadas na sexta-feira pelo jornal porto-riquenho Primera Hora. O secretário da Saúde do país, Lorenzo Gonzalez, classificou o episódio como uma "situação triste". "O pobre julgamento de uns poucos prejudica o enorme esforço que muitos outros fizeram para prestar cuidados médicos de qualidade", afirmou o governante. Algumas das imagens, colocadas na rede social online Facebook, mostram médicos sorridentes com armas nas mãos e a brindar, segurando garrafas de whiskey. Em outras, o pessoal médico aparece no que parece ser uma clínica, extremamente sorridente enquanto atende os doentes. Uma outra imagem mostra uma vítima do terramoto numa cama de hospital, nua da cintura para baixo, com exceção de uma pequena faixa de tecido que lhe cobre os genitais. "Não se podem tirar fotografias de pacientes, a não ser que eles deem o seu consentimento por escrito, e muito menos publicar imagens de doentes meio despidos", insurgiu-se o presidente do Colégio de Médicos e Cirurgiões, Eduardo Ibarra. "Isto é uma violação clara do juramento de Hipócrates e vamos tomar todas as medidas para a corrigir", afirmou. Com o comité de ética a investigar, houve já efeitos negativos na carreira dos médicos retratados, adiantou Eduardo Ibarra, afirmando que "alguns já perderam os seus empregos". "Vão provavelmente prejudicar e perder as suas carreiras. É uma confusão. E tudo por causa de uma estupidez", lamentou. A polémica provocada pelas imagens foi aumentada pelo facto de a missão ser coordenada pelo senado de Porto Rico, tendo já o presidente desta entidade, Thomas Rivera Schatz, afirmado que a conduta dos clínicos foi "imprudente" e "indiscreta".
+++ Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico +++ |