Inclusão social deve também abranger imigrantes que escolheram Cabo Verde para trabalhar – Reitor da UniPiaget

 

Cidade da Praia, 04 Mai (Inforpress) – O reitor da Universidade Jean Piaget de Cabo Verde, Wlodzimierz Szymaniak, defendeu hoje que a inclusão social deve também abranger os imigrantes que escolheram Cabo Verde para trabalhar.

O reitor da UniPiaget fez estas declarações à Inforpress à margem  de um fórum sobre a inclusão social promovido por aquela instituição de ensino superior.

Durante o fórum, que tem a duração de dois dias e foi aberto pela ministra da Educação, Família e Inclusão Social, Martiza Rosabal, vai ser também debatido um tema intitulado “Os imigrantes da costa africana e o mundo laboral cabo-verdiano”.

Segundo Wlodzimierz Szymaniak, a escolha deste tema tem a ver com a história de emigração em Cabo Verde, desde épocas remotas, e imigração, recentemente, em que o país passou a receber cidadãos, sobretudo da costa africana.

“A comunidade imigrada que reside e trabalha em Cabo Verde merece também a nossa preocupação”, precisou o primeiro responsável da “Jean Piaget Cabo Verde”, acrescentando que muitos problemas que afectam os cabo-verdianos na emigração tocam também aqueles que escolheram o arquipélago para viver, nomeadamente os cidadãos oeste-africanos.

Enquanto reitor da Universidade Jean Piaget, diz Szymaniak, gostaria de acolher mais estudantes da Costa Ocidental africana, isto no quadro da internacionalização daquela instituição de ensino superior.

“Na União Europeia, basta que um cidadão tenha a residência para poder concorrer a uma bolsa de estudo e em Cabo Verde isto não acontece”, lamenta Wlodzimierz Szymaniak, acrescentando que um imigrante da Costa Ocidental africana, se não tiver a nacionalidade cabo-verdiana, “não pode concorrer às bolsas de estudo”.

O objectivo do fórum, explica o seu promotor, é o de fazer uma reflexão sobre a situação do trabalho em Cabo Verde, no contexto global.

A conferência iniciou-se  com o tema “O mundo do trabalho: prosperidade e contradições”, seguida de uma mesa redonda em que vai ser discutida a situação laboral no país, com a participação do representante do Governo, dos trabalhadores e dos empregadores.

Para esta sexta-feira, vão estar em discussão temas como trabalho informal, género e exclusão, políticas públicas para activação do emprego jovem, economia social e solidária na mitigação da vulnerabilidade e, ainda, a OIT e o futuro do trabalho.

LC/CP

Inforpress/Fim