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Incêndio no Museu Nacional do Brasil é uma “fatalidade sem limites” – Jorge Carlos Fonseca em mensagem a Temer

Cidade da Praia, 05 Set (Inforpress) –   O Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca considera que o incêndio no Museu Nacional do Brasil, no Rio de Janeiro é uma “fatalidade, sem limites” que destruiu “parte importantíssima” da história e da cultura do Brasil e do mundo.

Em mensagem de pesar enviada ao seu homologo brasileiro, Michel Temer, o chefe de Estado cabo-verdiano lamentou o facto de o incêndio em apreço ter “destroçado” mais de duzentos anos de “trabalho científico árduo”.

“Sentimo-nos muito mais pobres com essa tragédia que destruiu cerca de vinte milhões de itens, de registos da memória brasileira nas referidas áreas, bem como a de diversas regiões do planeta, ou produzidos ou relativos a povos e civilizações antigas”, indicou Jorge Carlos Fonseca na mensagem que publicou na sua página da rede social Facebook.

Jorge Carlos Fonseca, que também se dirigiu ao Presidente Temer na qualidade de presidente em exercício da Comunidade dos Povos de Língua Portuguesa (CPLP), diz não duvidar que a dor do povo brasileiro se transformará num “importante catalisador de vontades e congregador de energias para fazer face a este momento particularmente difícil”.

O incêndio, que começou na noite de domingo, 02, destruiu o Museu Nacional do Rio de Janeiro, localizado na Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, zona norte da capital fluminense.

O prédio histórico de dois séculos foi residência da família real portuguesa e tinha um acervo de 20 milhões de peças, incluindo colecções de geologia, paleontologia, botânica, zoologia e arqueologia, além de uma biblioteca com obras raras.

Em nota, o presidente Michel Temer afirmou que a perda do acervo do Museu Nacional é “incalculável para o Brasil”.

“Hoje é um dia trágico para a museologia de nosso país. Foram perdidos 200 anos de trabalho, pesquisa e conhecimento. O valor para nossa história não se pode mensurar, pelos danos ao prédio que abrigou a família Real durante o Império. É um dia triste para todos os brasileiros”, lê-se no documento.

Considerada pela UNESCO como a sétima maior biblioteca nacional do mundo era, também, a maior biblioteca da América Latina.

LC/FP

Inforpress/Fim