Ilha do Sal: Trabalhadores da SEPRICAV e PRESERVICE voltam à carga para cumprir mais uma greve de três dias

Espargos, 25 Abr (Inforpress) – Os trabalhadores da SEPRICAV e PRESERVICE, no Sal, entraram hoje em greve por um período três dias, forma encontrada para obrigar as duas empresas a responderem às mais variadas reivindicações, particularmente no que respeita a aumento salarial.

Há cerca de um ano, em Janeiro de 2017, que os trabalhadores das duas empresas de segurança e limpeza privadas tinham paralisado os trabalhos, alegadamente pelas mesmas razões, voltando hoje à carga, suspendendo os serviços, por forma a fazer a entidade empregadora cumprir, “pelo menos” , o acordo de aumento salarial.

Posicionados em frente aos escritórios da Empresa de Segurança Privada (SEPRICAV), em Morro Curral, nos Espargos, empunhando cartazes com vários dizeres, reclamam baixos salários, atrasos no pagamento dos mesmos, mais dignidade, respeito, consideração, entre outras reivindicações.

Os trabalhadores da Preservice exigem o cumprimento do acordo de 21 de Junho de 2017, que propõe um aumento salarial na ordem dos 23 mil escudos, enquanto os da SEPRICAV reclamam 25 mil escudos.

Em representação dos colegas, Pedro Rodrigues disse, em declarações à Inforpress, que a falta de diálogo com o dono da empresa no sentido de se chegar a um entendimento para a resolução dos problemas laborais, especialmente no que tange ao aumento salarial, levaram a mais esta greve, cuja luta, acentuou, vai continuar até “se conseguir” atingir os propósitos.

“Estamos a exigir os nossos direitos, mais respeito e dignidade. É um trabalho cansativo, perdemos noites de sono… há que valorizar o nosso trabalho”, apontou o securita, pedindo em nome dos colegas, um salário de pelo menos 25 mil escudos, contra os 22 mil escudos que vêm auferindo.

Por sua vez, Bernardina Landim, que falou em nome do grupo das senhoras de limpeza privada, considerando que as queixas são várias, disse que o ambiente laboral na PRESERVICE “é insuportável”.

“O ambiente laboral na Preservice está insuportável. Somos injustiçados. Queremos mais dignidade, e que o senhor Júlio, o dono da empresa, aumente o nosso salário para 23 mil escudos, conforme acordado para a partir de Janeiro de 2018”, exteriorizou.

Uns e outros esperam que esta greve, que envolveu cerca de 60 por cento dos seguranças mais as empregadas de limpeza da PRESERVICE, num universo de mais de cem trabalhadores, na ilha, tenha efeitos positivos visando um melhor ambiente laboral.

Os trabalhadores que levam a greve, iniciada na manhã de hoje, das 8:00 e até às 24:00 de sexta-feira, 27, prometem continuar a luta se a gerência das empresas continuarem intransigente na resolução dos inúmeros problemas que os afectam.

SC/JMV
Inforpress/Fim