Ilha do Sal: Matadouro Municipal inaugurado após largos anos de inactividade

Espargos, 13 Set (Inforpress) – O Matadouro Municipal na ilha do Sal foi inaugurado esta tarde após largos anos inactivo, cuja reforma realizada com recursos próprios do município custou cerca de onze mil contos, entre obras e equipamentos.

A cerimónia de inauguração da requalificação do matadouro municipal, na zona da Horta, nos Espargos, e que se enquadra nas festas do Dia do Município, assinalado a 15 de Setembro, ocorreu na presença de várias autoridades municipais, eleitos municipais e nacionais, delegado da saúde, açougueiros, entre outras individualidades.

A ilha do Sal estava sem matadouro há muito tempo sendo o abate dos animais feito de forma clandestina, irregular, sem condições mínimas de higiene.

Agora, com o matadouro completamente reformado e devidamente equipado com material alumínio, o antigo espaço dispõe de vários compartimentos, nomeadamente câmara fria, casas de banho, sala de entrega de carnes, sala de esquartejamento, sala de atordoamento, de higienização, quintal para guarda dos animais antes do abate, entre outras divisórias.

Animado com a conclusão da obra, o presidente da Câmara Municipal, Júlio Lopes enalteceu a reforma que vai proporcionar mais higiene e qualidade na carne que é consumida na mesa do cidadão salense, anunciando que a gestão do espaço será feita por um privado, cujo processo de concurso para sua exploração encontra-se em andamento.

“É um acto simples, simbólico, mas reveste-se de grande importância. Uma ilha como o Sal tem que ter um matadouro municipal a funcionar, para depois regularizarmos e organizamos a venda de carne”, admitiu, observando que na ilha tem havido “muitos casos” de intoxicação alimentar provocada pela deficiente forma de manuseamento do peixe ou da carne.

Júlio Lopes vai avisando que estão a publicitar as posturas municipais, através de uma brochura, posto isto, a edilidade vai ser rigorosa no cumprimento do “Código de Posturas Municipais” por forma a impor ordem e disciplina na ilha a todos os níveis.

“Temos que ter disciplina, lugares específicos para venda, dar dignidade àqueles que vendem, mas também assegurar a saúde pública”, disse.

José Carlos Oliveira, “Salta” como é conhecido no meio salense, um dos açougueiros mais antigos da ilha, congratula-se com a requalificação do matadouro, e apela aos colegas a saberem conservá-lo já que trás mais dignidade e condições de higienização.

“O matadouro já fazia falta. Pelo menos vai evitar que pessoas façam abate clandestino, e oferecer maior segurança alimentar às pessoas, a nível das carnes. Vai facilitar o nosso trabalho, já que, por exemplo, o espaço dispõe de um diferencial automático que permite içar a carne do animal depois de morto. Já temos condições de trabalho”, manifestou “Salta”.

SC/FP

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