Ilha do Sal: INMG está tecnicamente capacitado mas faltam recursos financeiros para fazer face aos novos desafios – Administradora

Espargos, 11 Abr (Inforpress) – A administradora do Instituto Nacional da Meteorologia e Geofísica (INMG), Denise de Pina, asseverou hoje, no Sal, que o instituto está tecnicamente capacitado, mas faltam recursos financeiros para fazer face aos desafios e à aquisição de novos equipamentos.

“Temos quadros, técnicos capacitados a nível de meteorologia, meteorologia aeronáutica, em diferentes áreas de intervenção (…), que garantem uma prestação se serviço com qualidade, mas faltam recursos financeiros para fazer face aos novos desafios, especialmente ao nível de equipamentos”, referiu.

Denise de Pina fez essas declarações, em exclusivo à Inforpress, no final dos trabalhos da mesa redonda subordinada ao tema “Meteorologia versus novos desafios”, que decorreu durante quatro dias, agregando técnicos a nível nacional, no âmbito das celebrações do Dia Mundial da Meteorologia, assinalado a 23 de Março.

“Foram momentos extraordinários de troca e partilha de experiências, com colegas do Sal e de outras ilhas. Abordamos desde temas técnicos a outras reflexões e informações pertinentes para o nosso dia-a-dia”, sublinhou, observando que o trabalho de todos os funcionários do INMG, como equipa, é fundamental para se atingir a “excelência” dos serviços e fazer face aos novos desafios que se colocam.

Por outro lado, atendendo às alterações climáticas, e sendo Cabo Verde um país muito vulnerável, Denise de Pina disse que há que tomar algumas precauções, nomeadamente evitar a desflorestação, apostar no desenvolvimento das energias renováveis e eólicas.

“Potencializar esses sectores, de modo a minimizar os gases de efeito de estufa, o principal causador das mudanças climáticas”, concretizou.

Por seu lado, o director de Agrometeorologia, Mudanças Climáticas e Qualidade do Ar, Antonino Pereira, um dos conferencista, acautelou que as mudanças climáticas é um fenómeno que está a afectar o mundo inteiro e com repercussões muito negativas, apontando como exemplo a situação em Moçambique.

“Há que procurar meios financeiros visando a aquisição de mais e melhores equipamentos, reforçar a parte técnica, e apostar ainda mais na formação de quadros, reciclagem, sobretudo, por forma aos profissionais se manterem actualizados”, defendeu.

Isto porque, explicou, a Meteorologia é uma ciência que está em constantes alterações, daí a necessidade de os profissionais da área acompanharem as transformações ou evoluções.

“Este encontro foi um momento fantástico. Para além das abordagens técnicas foi um momento também de convivência, conhecer outros colegas, o que permitirá maior diálogo e troca de experiências, visando melhor prestação de serviços, para a segurança de pessoas e bens e saúde pública”, manifestou.

Segundo os especialistas na matéria pode parecer simples, mas o processo de elaboração da previsão do tempo é bastante complexo, isso porque, contam, as saídas propostas pelo computador ainda precisam ser interpretadas pelos meteorologistas, que lidam continuamente com incertezas, pois, têm que saber o que está acontecendo no momento para depois dizer o que vai acontecer no futuro.

As actividades em celebração ao dia 23 de Março tiveram início desde o dia 22 de Março, tendo uma mesa redonda versando o tema “Meteorologia versus novos desafios” sido o ponto alto das actividades.

A programação alusiva a efeméride foi concluída hoje com uma sessão sobre “Saúde e Proactividade no Trabalho”, sob orientação da Dra. Deisy Gonçalves.

SC/JMV

Inforpress/Fim